Questão de Criminologia — Modelos Teóricos da Criminologia: Clássico, Neoclássico, Positivista e Moderno. Escolas da Criminologia: Clássica, Positiva, “Terza Scuola” Italiana, Técnico-Jurídica e Sociológica Alemã. — CESPE / CEBRASPE 2019
Criminologia›Modelos Teóricos da Criminologia: Clássico, Neoclássico, Positivista e Moderno. Escolas da Criminologia: Clássica, Positiva, “Terza Scuola” Italiana, Técnico-Jurídica e Sociológica Alemã.
Código
ce107226
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
DPE-DF
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
CESPE - - Defensor Público
A criminologia, diante do fenômeno do delito, na busca de conhecer fatores criminógenos, traça um paralelo entre vítima e criminoso. Partindo dessa premissa dual, chamada por Mendelsohn de “dupla-penal”, extraem-se importantes situações fenomenológicas. Acerca desses estudos, julgue o item seguinte.De acordo com a teoria positivista, o criminoso é um ser inferior, incapaz de guiar livremente a sua conduta por haver debilidade em sua vontade: a intervenção estatal se faz necessária para correção da direção de sua vontade.
CCerto
EErrado
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — Errado
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Escola Positiva e Determinismo
Gabarito: Errado. A afirmação está incorreta porque, embora o positivismo considere o criminoso como um ser inferior e determinado por fatores biológicos ou sociais (portanto, sem livre arbítrio), a última parte sugere que a intervenção estatal visa "corrigir a direção de sua vontade", o que pressupõe a existência de uma vontade que pode ser redirecionada. Para a escola positiva, o criminoso não age por vontade livre e debilitada; ele é impelido por causas alheias à sua escolha. A intervenção estatal, nessa perspectiva, tem caráter de neutralização ou tratamento, e não de correção de uma vontade que, em tese, não é livre.
Erro principal:
A afirmação mescla o determinismo positivista com a noção de livre arbítrio (vontade debilitada). O positivismo nega o livre arbítrio; logo, não se pode falar em "corrigir a direção da vontade".
Referência teórica:
Conforme o conteúdo de apoio, o positivismo italiano (Lombroso, Garofalo, Ferri) adota o determinismo, mudando o foco do delito para o delinquente, considerado um ser biologicamente ou socialmente determinado, sem capacidade de livre escolha. A pena (ou medida) visa proteger a sociedade e, eventualmente, tratar o criminoso, mas não redirecionar uma vontade livre.
Escola
Livre Arbítrio
Causa do Crime
Papel do Criminoso
Finalidade da Intervenção Estatal
Clássica
Sim (vontade livre e racional)
Escolha racional do indivíduo
Sujeito responsável por seus atos
Retribuição proporcional ao ato
Positiva
Não (determinismo)
Fatores biológicos, sociais ou psicológicos
Ser inferior, determinado por causas alheias à vontade
Neutralização, tratamento ou proteção social (não correção da vontade)
PEGA ESSA DICA!
Na prova, lembre-se: Escola Clássica = livre arbítrio; Escola Positiva = determinismo (criminoso determinado). Qualquer afirmação que misture os dois provavelmente estará errada.