Questão de Segurança da Informação — Criptografia — CESPE / CEBRASPE 2020
Segurança da Informação›Criptografia
Código
ce114194
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-PA
Ano
2020
Nível
Superior
Cargo
CESPE - - Analista Judiciário - Programador
A respeito da criptografia com uso de chave pública assimétrica e com uso de chaves simétricas, assinale a opção correta.
AA criptografia simétrica caiu em desuso a partir dos atuais esquemas de criptografia com chave pública.
BOs procedimentos da criptografia de chave pública são mais simples que os adotados pela criptografia simétrica.
CSob o ponto de vista da criptoanálise, a criptografia de chave pública é mais resistente à descoberta do texto original cifrado do que a criptografia simétrica.
DTal como na criptografia simétrica, na criptografia assimétrica é preciso que a mensagem inteira seja criptografada para se garantir a sua autenticidade.
ETanto a criptografia simétrica quanto a encriptação de chave pública são vulneráveis a um ataque de força bruta.
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GabaritoE — Tanto a criptografia simétrica quanto a encriptação de chave pública são vulneráveis a um ataque de força bruta.
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Criptografia Simétrica vs. Assimétrica
Gabarito: letra E. Tanto a criptografia simétrica quanto a assimétrica são, em princípio, vulneráveis a ataques de força bruta, pois a segurança de ambas depende do tamanho da chave. Um ataque de força bruta consiste em tentar todas as chaves possíveis até encontrar a correta – e isso é aplicável a qualquer sistema criptográfico, embora com chaves suficientemente grandes o ataque se torne computacionalmente inviável. A alternativa E reconhece corretamente essa vulnerabilidade comum.
Critério
Criptografia Simétrica
Criptografia Assimétrica (Chave Pública)
Uso atual
Amplamente utilizado (ex.: AES)
Usado em conjunto com simétrica (sistemas híbridos)
Complexidade dos procedimentos
Mais simples e rápida
Mais complexa e lenta
Resistência à criptoanálise
Depende do algoritmo e tamanho da chave (ex.: AES-256 é muito seguro)
Depende do algoritmo e tamanho da chave (ex.: RSA pode ser vulnerável à fatoração)
Garantia de autenticidade
Não exige criptografia da mensagem inteira (usa MAC)
Não exige criptografia da mensagem inteira (usa assinatura digital sobre o hash)
Vulnerabilidade a ataque de força bruta
Sim (mitigada por chaves grandes)
Sim (mitigada por chaves grandes)
Criptografia: Simétrica (Mesma chave p/ cifrar e decifrar, Rápida (grandes volumes), Ex.: AES, DES, Vulnerável a força bruta); Assimétrica (chave pública) (Par de chaves (pública + privada), Lenta (troca de chave simétrica), Ex.: RSA, ECC, Vulnerável a força bruta); Híbrida (prática comum) (Chave pública troca chave simétrica, Chave simétrica cifra a mensagem)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a criptografia simétrica caiu em desuso. Isso é falso: os sistemas simétricos continuam amplamente utilizados, especialmente para criptografar grandes volumes de dados, por serem muito mais rápidos que os assimétricos. Na prática, sistemas híbridos combinam os dois: a chave pública é usada para trocar uma chave simétrica, que então criptografa a mensagem.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que os procedimentos da criptografia de chave pública são mais simples que os da simétrica. Na verdade, a criptografia assimétrica é computacionalmente mais complexa e mais lenta, exigindo algoritmos mais sofisticados e chaves maiores para o mesmo nível de segurança. Portanto, não é mais simples.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Sustenta que a criptografia de chave pública é mais resistente à criptoanálise. Isso é uma generalização incorreta. A resistência depende do algoritmo específico e do tamanho da chave. Algoritmos simétricos com chaves grandes (ex.: AES-256) são extremamente seguros, enquanto alguns algoritmos assimétricos podem ser vulneráveis a ataques específicos (ex.: fatoração para RSA). Não há superioridade intrínseca.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Alega que na criptografia assimétrica é preciso criptografar a mensagem inteira para garantir autenticidade. Isso não é verdade: para autenticar uma mensagem, utiliza-se uma assinatura digital, que geralmente envolve aplicar um hash à mensagem e criptografar apenas o hash com a chave privada. A mensagem em si pode ficar em texto claro (não criptografada) e ainda assim ter a autenticidade verificada.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta. Um ataque de força bruta tenta exaustivamente todas as chaves possíveis, e essa técnica funciona tanto para sistemas simétricos quanto assimétricos. A diferença prática é que, com chaves suficientemente grandes (ex.: 256 bits para simétrica, 2048 bits para RSA), o ataque se torna inviável computacionalmente – mas vulnerabilidade teórica existe em ambos.