Questão de Psicologia — Teorias e Técnicas Psicoterápicas — CESPE / CEBRASPE 2021
PsicologiaTeorias e Técnicas Psicoterápicas
- Código
- ce130817
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TJ-RJ
- Ano
- 2021
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Judiciário - Psicólogo
Caso clínico 4A1-I
Joana, de 7 anos de idade, apresenta choro recorrente na
presença de aves de qualquer espécie. A mãe relata, no momento
da entrevista, que a criança agarra suas pernas e grita sempre que
uma ave está por perto. O que inquieta a mãe é que a criança
começou a ficar ansiosa só de saber que passaria o final de
semana no sítio da família. Diz a mãe: “Joana nunca teve medo
de nada, mas, desde que uma coruja avançou nela em nosso sítio,
ela nunca mais foi a mesma. Isso já deve ter, aproximadamente,
8 meses. Já expliquei e já mostrei como os animais podem ser
dóceis, mas nada adianta. O que me preocupa é que parece estar
cada vez pior. Já tem mais de dois meses que Joana fica irritadiça
e chora sempre que se aproxima a sexta-feira, pois sabe que
passamos os finais de semana descansando no sítio. Ela chora
sem parar antes mesmo de adentrarmos a casa. Acaba passando o
final de semana inteiro no quarto. Até pra brincar é difícil. Acho
até que o rendimento na escola piorou. Tem dado mais trabalho
até mesmo para realizar as tarefas de casa. Parece menos
motivada com a escola e com os amigos que fez lá. Com toda
essa história, estamos pensando em vender o sítio. Mas não
sabemos se isso é uma fase, se é birra ou se ficou mesmo algum
trauma”(sic).
Ainda em relação ao caso clínico 4A1-I, considerando a psicopatologia e as contribuições da terapia cognitivo-comportamental, assinale a opção correta.
- ADe acordo com a terapia cognitivo-comportamental, o comportamento de Joana apresenta um estímulo definido e fora aprendido.
- BSegundo os preceitos da terapia cognitivo-comportamental, a técnica de exposição in vivo deve ser evitada no caso de Joana, tendo-se em vista a situação traumática vivenciada pela criança.
- CNo caso de Joana, a reestruturação cognitiva não constitui uma estratégia adequada, tendo-se em vista que houve um trauma associado ao comportamento fóbico.
- DTécnicas de relaxamento não são recomendadas em casos como o de Joana.
- EDe acordo com a terapia cognitivo-comportamental, no caso de Joana, seria suficiente a psicoeducação como intervenção estratégica adequada.