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Questão de Direito Administrativo — Processo Administrativo - Lei nº 9.784 de 1999 e Lei nº 14.210 de 2021 — CESPE / CEBRASPE 2021

Direito AdministrativoProcesso Administrativo - Lei nº 9.784 de 1999 e Lei nº 14.210 de 2021
Código
ce131966
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TC-DF
Ano
2021
Nível
Superior
Considerando que, hipoteticamente, a diretoria de um órgão da administração distrital tenha editado portaria que aprovou seu regimento interno, julgue o próximo item, com base na teoria dos atos administrativos.A forma de edição mencionada está em desacordo com a Lei n.º 9.784/1999, que determina a utilização de resolução, e não de portaria, para a aprovação de regimentos internos.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Forma dos atos administrativos: portaria e regimento interno

Gabarito: ERRADO (letra E). A Lei nº 9.784/1999 não determina que a aprovação de regimentos internos se dê por resolução; ela apenas estabelece que os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir (art. 22). A escolha entre portaria, resolução ou outro instrumento é definida pela norma de organização de cada órgão, não pela lei federal de processo administrativo.

A questão explora um falso conflito: o candidato pode imaginar que a Lei nº 9.784/1999 impõe uma forma específica para a edição de regimentos internos, mas a lei federal é expressa em adotar o princípio do informalismo (ou da instrumentalidade das formas). Isso significa que, salvo exigência legal expressa, a Administração pode utilizar o instrumento que melhor atenda à finalidade do ato, desde que observadas as formalidades essenciais.

No caso concreto, a diretoria de um órgão da administração distrital editou portaria aprovando seu regimento interno. A Lei nº 9.784/1999, aplicável subsidiariamente ao Distrito Federal (na ausência de norma local específica), não veda essa prática. A forma do ato (portaria, resolução, deliberação) é definida pelo regimento interno do próprio órgão ou pela legislação orgânica local. Portanto, a afirmação de que a portaria estaria em desacordo com a lei federal é incorreta.

Art. 22Lei-9784

Art. 22 — "Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir."

Esse dispositivo consagra o informalismo processual: a forma é livre, salvo previsão legal em contrário. Como a Lei nº 9.784/1999 não exige resolução para aprovação de regimentos internos, a portaria é instrumento válido.

1Princípio do informalismo (art. 22, Lei 9.784/1999)
Forma livre
Exceção: lei exige forma expressa
2Espécies
Portaria
Resolução
Deliberação
3Escolha do instrumento
Norma de organização do órgão
Regimento interno
Legislação orgânica local
Forma dos atos administrativos
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Forma dos atos administrativos: Princípio do informalismo (art. 22, Lei 9.784/1999) (Forma livre, Exceção: lei exige forma expressa); Espécies (Portaria, Resolução, Deliberação); Escolha do instrumento (Norma de organização do órgão, Regimento interno, Legislação orgânica local)

Item — ❌ ERRADO (gabarito)

A assertiva afirma que a edição de portaria para aprovar regimento interno está em desacordo com a Lei nº 9.784/1999, que determinaria o uso de resolução. Isso é falso por dois motivos:

  1. A Lei nº 9.784/1999 não trata da forma de aprovação de regimentos internos. Ela regula o processo administrativo federal, não a espécie normativa a ser usada para atos internos de organização.

  2. O art. 22 da lei adota o informalismo: os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada, salvo exigência legal expressa. Não há tal exigência para regimentos internos.

A escolha entre portaria e resolução é matéria de direito administrativo interno (regimento de cada órgão, decreto organizacional etc.), não da lei federal de processo. Portanto, a portaria editada pela diretoria é, em tese, válida, e a afirmação está errada.

PEGA ESSA DICA!

Quando a questão falar em "forma do ato administrativo", lembre-se do princípio do informalismo (art. 22 da Lei nº 9.784/1999). A banca adora afirmar que a lei exige uma forma específica quando, na verdade, ela não exige. Desconfie sempre de assertivas que impõem rigidez formal sem citar o dispositivo legal que a exige.

Gabarito: ERRADO (letra E).

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