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Questão de Português — Morfologia - Verbos — CESPE / CEBRASPE 2021

PortuguêsMorfologia - Verbos
Código
ce132005
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE-RJ
Ano
2021
Nível
Superior

Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.Sem prejuízo da correção gramatical do texto, o termo “criou-se” (l.24) poderia ser substituído pela locução foi criado.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de “criou-se” por “foi criado” — voz passiva sintética e analítica

Gabarito: Certo (C). A substituição de “criou-se” por “foi criado” é gramaticalmente correta e preserva o sentido porque ambas as formas expressam a voz passiva: “criou-se” é a passiva sintética (verbo + pronome apassivador “se”), e “foi criado” é a passiva analítica (verbo auxiliar + particípio). No trecho, o sujeito paciente é “um padrão comum de atuação”, que permanece o mesmo nas duas construções. Veja o trecho original:

“Por meio do consórcio intermunicipal, criou-se um padrão comum de atuação, que evitou sobreposições de pedidos e racionalizou gastos e investimentos.”

A troca mantém a correção gramatical e o sentido de que o padrão foi criado pelo consórcio, sem alterar a informação. Portanto, o item está Certo.

Análise da substituição

A questão pede que você julgue se a troca de “criou-se” por “foi criado” é válida sem prejuízo da correção gramatical e do sentido. Vamos decompor:

  • “criou-se”: forma verbal na voz passiva sintética, também chamada de passiva pronominal. O “se” é partícula apassivadora (PA). O verbo “criar” é transitivo direto, e o sujeito é paciente: “um padrão comum de atuação” (aquilo que é criado).

  • “foi criado”: forma na voz passiva analítica, composta pelo verbo auxiliar “ser” (no pretérito perfeito do indicativo) + particípio do verbo principal. O sujeito continua sendo “um padrão comum de atuação”.

A equivalência é perfeita: ambas as construções têm o mesmo sujeito paciente, o mesmo tempo verbal (pretérito perfeito) e o mesmo valor semântico. Não há mudança de sentido nem erro de concordância.

Por que as demais possibilidades não se aplicam

Como a questão é de Certo/Errado, não há alternativas múltiplas. O único ponto de atenção seria se a troca alterasse a regência ou o sentido — o que não ocorre. A banca testa justamente o conhecimento da equivalência entre as duas formas de voz passiva.

1Sintética (criou-se)
Verbo + partícula apassivadora
Sujeito paciente
2Analítica (foi criado)
Auxiliar ser + particípio
Sujeito paciente
3Equivalência
Mesmo sentido
Mesmo tempo (pretérito perfeito)
Mesma concordância
Voz passiva
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Voz passiva: Sintética (criou-se) (Verbo + partícula apassivadora, Sujeito paciente); Analítica (foi criado) (Auxiliar ser + particípio, Sujeito paciente); Equivalência (Mesmo sentido, Mesmo tempo (pretérito perfeito), Mesma concordância)
NÃO CAIA NESSA!

A banca poderia tentar confundir o candidato fazendo-o pensar que “criou-se” é voz reflexiva (algo que se criou a si mesmo) ou que a troca exigiria “foi criado um padrão” com sujeito posposto. Mas o “se” aqui é apassivador, e a passiva analítica é equivalente.

PEGA ESSA DICA!

Ao julgar substituições, verifique sempre: (1) o sentido é mantido? (2) a regência é respeitada? (3) a concordância está correta? Se as três respostas forem sim, a troca é válida.

Conclusão: a substituição é gramaticalmente correta e semântica — portanto, o item está Certo.

Gabarito: letra C (Certo).

Link permanente: /questoes/ce132005