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Questão de Direito Administrativo — Poderes da Administração — CESPE / CEBRASPE 2022

Direito AdministrativoPoderes da Administração
Código
ce138001
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
INSS
Ano
2022
Nível
Médio
Cargo
Técnico do Seguro Social - (GEX Guarulhos)
A respeito dos agentes públicos, do regime jurídico único dos servidores públicos federais, dos poderes administrativos e do ato administrativo, julgue o item seguinte.Por meio do poder regulamentar, cabe à administração pública criar mecanismos de complementação das leis, a fim de possibilitar a sua efetiva aplicabilidade.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Poder regulamentar: complementação da lei para sua fiel execução

Gabarito: CERTO. O poder regulamentar é a prerrogativa conferida ao Chefe do Poder Executivo de editar normas complementares à lei, com o objetivo de assegurar sua fiel execução — exatamente o que o enunciado afirma. Esse entendimento decorre da Constituição Federal, que atribui ao Presidente da República a competência privativa para expedir decretos e regulamentos "para fiel execução da lei" (art. 84, IV).

O poder regulamentar é uma das espécies de poder normativo da Administração Pública. Enquanto o poder normativo, em sentido amplo, abrange a edição de atos gerais e abstratos por diversos órgãos (resoluções, portarias, instruções), o poder regulamentar, em sentido estrito, é privativo do Chefe do Executivo e se materializa, em regra, por meio de decretos regulamentares (também chamados de decretos executivos).

A função do regulamento executivo é justamente complementar a lei, preenchendo os espaços que ela deixou em aberto, detalhando procedimentos e estabelecendo critérios para que a norma legal possa ser efetivamente aplicada. O regulamento não pode inovar na ordem jurídica, criando direitos ou obrigações não previstos em lei, nem contrariar a lei (não pode ser contra legem ou ultra legem). Ele se limita a estabelecer normas sobre como a lei será cumprida.

A distinção essencial que a banca explora neste tema é entre o regulamento executivo (que complementa a lei, sem inovar) e o decreto autônomo (que inova na ordem jurídica, com fundamento direto na Constituição, e só pode tratar de organização da Administração e extinção de cargos vagos). O enunciado descreve corretamente o regulamento executivo, que é a regra geral.

Constituição Federal de 1988:

Art. 84 — Compete privativamente ao Presidente da República: (...) IV — sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução.

CERTO

A afirmativa está correta. O poder regulamentar existe precisamente para que a Administração Pública possa complementar as leis, editando normas que viabilizem sua aplicação prática. Sem essa complementação, muitas leis ficariam inócuas, pois não detalham todos os procedimentos necessários à sua execução. O regulamento executivo atua nesse espaço deixado pela lei, disciplinando a forma de cumprimento, sem inovar na ordem jurídica. É o que a doutrina chama de "fiel execução da lei", expressão que consta literalmente no art. 84, IV, da Constituição Federal.

Poder regulamentar
  • 1Titular
    • Chefe do Executivo
  • 2Instrumento
    • Decreto regulamentar (executivo)
  • 3Função
    • Complementar a lei
    • Assegurar fiel execução
  • 4Limites
    • Não inova na ordem jurídica
    • Não contraria a lei (contra/ultra legem)
  • 5Distinção
    • Regulamento executivo (complementa a lei)
    • Decreto autônomo
      • inova; organização da Adm. e extinção de cargos vagos
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Para acertar questões sobre poder regulamentar, lembre-se da tríade: (1) é privativo do Chefe do Executivo; (2) materializa-se por decreto regulamentar; (3) não pode inovar — apenas complementa a lei para sua fiel execução. Se a alternativa disser que o regulamento "inova na ordem jurídica" ou "cria direitos e obrigações", está errada — isso é próprio do decreto autônomo (em hipóteses restritas) ou da lei.

Gabarito: CERTO

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