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Questão de Controle Externo — Controle Externo - Classificações e Conceito — CESPE / CEBRASPE 2022

Controle ExternoControle Externo - Classificações e Conceito
Código
ce138636
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
MPC-SC
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Procurador de Contas do Ministério Público
Julgue o item subsequente, que diz respeito à execução da despesa pública, à repartição de receitas tributárias, ao controle externo e a subsídios.As decisões judiciais que têm assegurado ao tribunal de contas, no exercício de sua competência fiscalizatória em relação à renúncia de receitas pelo Estado, acesso a informações fiscais sigilosas assentam que descabe ao fisco obstaculizar o controle externo.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Controle Externo e Acesso a Informações Fiscais Sigilosas

CERTO. A afirmação está correta. O Tribunal de Contas, no exercício de sua competência fiscalizatória (inclusive sobre renúncia de receitas), tem o poder de requisitar informações fiscais sigilosas, e o fisco não pode obstar esse controle. A jurisprudência do STF e STJ reitera que o sigilo fiscal não é oponível ao controle externo exercido pelo Tribunal de Contas, em homenagem aos princípios constitucionais da fiscalização contábil, financeira e orçamentária.

A Constituição Federal estabelece que o controle externo, a cargo do Congresso Nacional, é exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União (art. 71, caput). Entre as competências do TCU está a realização de inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial (art. 71, IV). Essa fiscalização abrange a legalidade, legitimidade e economicidade, inclusive a aplicação de subvenções e a renúncia de receitas (conforme destaca o conteúdo de apoio). Para tanto, o Tribunal de Contas pode acessar informações protegidas por sigilo, pois o interesse público na correta aplicação dos recursos prevalece.

Nesse sentido, as decisões judiciais pacificaram o entendimento de que "descabe ao fisco obstaculizar o controle externo", ou seja, a autoridade fiscal não pode negar acesso a dados sigilosos ao Tribunal de Contas quando necessários ao exercício da fiscalização. A obrigação de fornecer informações decore do dever de transparência e do poder-dever de controle.

Portanto, a assertiva está correta e em consonância com o ordenamento jurídico brasileiro.

NÃO CAIA NESSA!

Nesta questão, a banca testa o conhecimento sobre a prevalência do controle externo sobre o sigilo fiscal. O candidato poderia ser induzido a pensar que o sigilo impede o acesso, mas a jurisprudência e a CF (art. 71) asseguram o acesso irrestrito para fins de fiscalização.

CERTO.

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