Questão de Biologia — Moléculas, células e tecidos — CESPE / CEBRASPE 2022
- Código
- ce146131
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- SEE-PE
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor - Biologia
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (CERTO). Durante a privação de oxigênio, a célula muscular consegue continuar realizando glicólise porque, na fermentação láctica, o NADH é reoxidado a NAD+, regenerando o aceptor de elétrons necessário para que a glicólise prossiga. Esse é exatamente o papel da fermentação: manter o ciclo glicolítico funcionando na ausência de O₂.
A glicólise é a etapa anaeróbia da degradação da glicose, ocorrendo no citosol e não dependendo de oxigênio. Nela, uma molécula de glicose é quebrada em duas de ácido pirúvico, com saldo líquido de 2 ATP, e o NAD+ é reduzido a NADH ao capturar elétrons e íons H+. O problema é que o NAD+ é um cofator limitado: sem sua regeneração, a glicólise para. Na presença de O₂, o NADH é reoxidado na cadeia respiratória mitocondrial; na ausência de O₂, a célula recorre à fermentação láctica, na qual o ácido pirúvico recebe os elétrons e H+ do NADH, transformando-se em ácido láctico e regenerando o NAD+.
A afirmativa está correta ao afirmar que, na fermentação láctica, o NADH é reoxidado a NAD+, permitindo a continuidade da glicólise. A banca explora exatamente esse mecanismo de regeneração do NAD+, que é o ponto-chave para entender por que a glicólise pode prosseguir sem oxigênio.
A afirmativa está correta. Na fermentação láctica, o ácido pirúvico (produto da glicólise) atua como aceptor final de elétrons e íons H+ do NADH, sendo reduzido a ácido láctico. Nessa reação, o NADH é oxidado de volta a NAD+, regenerando o cofator necessário para que a glicólise continue produzindo ATP. Sem essa regeneração, o NAD+ se esgotaria e a glicólise cessaria. Portanto, a célula muscular privada de O₂ consegue manter a glicólise graças à fermentação láctica, que reoxida o NADH a NAD+.
A afirmativa está errada porque nega exatamente o mecanismo que permite a continuidade da glicólise na ausência de O₂. A reoxidação do NADH a NAD+ durante a fermentação láctica é o processo que garante a reposição do NAD+, permitindo que a glicólise prossiga. Sem essa regeneração, a glicólise seria interrompida por falta de NAD+.
A banca pode tentar confundir o candidato ao sugerir que a glicólise depende de O₂ ou que a fermentação não regenera o NAD+. Na verdade, a glicólise é anaeróbia e a fermentação láctica é justamente o mecanismo de regeneração do NAD+ na ausência de O₂. Fique atento: a fermentação não produz ATP diretamente, mas permite que a glicólise continue gerando ATP.
Para questões sobre metabolismo anaeróbio, lembre-se do ciclo: glicólise → NADH → fermentação (regenera NAD+) → glicólise continua. O NAD+ é o "combustível" da glicólise; sem sua regeneração, o processo para. Compare com a fermentação alcoólica, que também regenera NAD+, mas produz etanol e CO₂.
Gabarito: letra C (CERTO).
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