Questão de Português — Morfologia - Pronomes — CESPE / CEBRASPE 2022
- Código
- ce146492
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- SEE-PE
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor - Língua Portuguesa
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação de que o uso de pronomes oblíquos em próclise, como em “Não me posso negar ao teu pedido”, é atestado no português brasileiro coloquial está errada porque a próclise nesse trecho é obrigatória pela norma culta, e não uma característica do coloquial. A presença da palavra negativa “Não” antes do verbo exige a próclise, conforme a regra gramatical de colocação pronominal.
A questão mistura dois planos: o uso efetivo (o que se fala) e a norma prescrita (o que a gramática determina). No trecho citado, a próclise é gramaticalmente obrigatória, pois há um advérbio de negação (“Não”) atraindo o pronome para antes do verbo. Isso não é uma marca do coloquial, mas sim uma exigência da norma culta. O que seria coloquial, por exemplo, seria iniciar a frase com o pronome (“Me posso negar...”), o que foge à prescrição.
A assertiva afirma que a próclise em “Não me posso negar ao teu pedido” é atestada no português brasileiro coloquial. Isso é falso por dois motivos:
A próclise é obrigatória, não coloquial. A regra de colocação pronominal determina que, havendo palavra de sentido negativo antes do verbo, o pronome oblíquo átono deve vir em próclise. No trecho, “Não” é um advérbio de negação, palavra atrativa que obriga a próclise. Portanto, a construção é norma culta, não uma marca de coloquialidade.
O que seria coloquial seria a próclise em início de frase, como “Me posso negar...”, que viola a regra de não iniciar oração com pronome oblíquo átono. Essa sim é uma característica do português brasileiro coloquial, mas não é o caso do texto.
Ao analisar colocação pronominal, identifique primeiro se há palavra atrativa (negação, advérbio, pronome relativo, conjunção subordinativa). Se houver, a próclise é obrigatória — não é questão de estilo ou coloquialidade.
Conclusão: A assertiva está errada, pois a próclise no trecho é exigida pela norma culta, e não é um traço do coloquial. Gabarito: letra E (ERRADO).
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