Questão de Português — Morfologia - Pronomes — CESPE / CEBRASPE 2022
- Código
- ce150407
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- MPC-SC
- Ano
- 2022
- Nível
- Médio
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (ERRADO). O item está errado porque a forma pronominal “os”, em “mas nenhuma que os ajudasse a passar nos exames”, não pode ser deslocada para a posição enclítica — “ajudasse-os” — sem violar a correção gramatical. A próclise é obrigatória porque o pronome relativo “que” é uma palavra atrativa, como se lê no próprio trecho: “mas nenhuma que os ajudasse a passar nos exames”.
A colocação pronominal no português segue a regra geral: havendo palavra atrativa antes do verbo, o pronome oblíquo átono deve ficar em próclise (antes do verbo). São palavras atrativas: advérbios, pronomes indefinidos, pronomes relativos, conjunções subordinativas, entre outras.
No trecho em análise, o pronome relativo “que” introduz a oração subordinada adjetiva restritiva “que os ajudasse a passar nos exames”. A presença do relativo atrai o pronome “os” para antes do verbo “ajudasse”. Por isso, a forma original “que os ajudasse” é a única gramaticalmente correta; a ênclise “que ajudasse-os” seria inaceitável.
Ao julgar itens de colocação pronominal, identifique primeiro se há palavra atrativa antes do verbo. Se houver (como “que”, “não”, “nunca”, “tudo”), a próclise é obrigatória — a ênclise estará sempre errada.
A afirmação do item é falsa porque propõe uma alteração que quebra a norma culta. A banca testa exatamente o conhecimento da regra de atração: o candidato que sabe que “que” (pronome relativo) atrai o pronome reconhece que a ênclise é vedada.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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