Questão de Português — Sintaxe — CESPE / CEBRASPE 2023
- Código
- ce156641
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- MPE-SC
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Promotor de Justiça Substituto (fase vespertina)
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A oração "ficarmos quietos" funciona como sujeito da forma verbal "bastaria", e não como complemento. A banca erra ao classificar como complemento (objeto direto ou indireto), pois o verbo "bastar" nessa construção impessoal exige uma oração subjetiva.
"Se aceitássemos essa visão, bastaria ficarmos quietos esperando que a história se fizesse de acordo com seus mecanismos."
No trecho, "bastaria" é verbo impessoal (3ª pessoa do singular) e "ficarmos quietos" é uma oração reduzida de infinitivo que exerce a função de sujeito — poderia ser substituída por "que ficássemos quietos" (oração subjetiva). O verbo "bastar" não pede complemento (objeto), mas sim um sujeito oracional.
Bastaria: verbo transitivo? Não. "Bastar" (no sentido de ser suficiente) é intransitivo e tem sujeito. Exemplo clássico: "Basta uma palavra." (sujeito: "uma palavra"). Aqui o sujeito é a oração "ficarmos quietos".
Complemento: termo que completa o sentido de um verbo transitivo (objeto direto/indireto). Não é o caso.
Confusão comum: a banca pode confundir uma oração subjetiva com objeto direto, mas a regência do verbo é o critério decisivo.
A oração "ficarmos quietos" não é complemento de "bastaria", pois o verbo "bastar" não exige complemento verbal. Ela é o sujeito do verbo. Logo, o item está incorreto.
Conclusão: A análise sintática correta mostra que se trata de sujeito oracional, e não complemento. Portanto, a assertiva é falsa.
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.
— Sintaxe — identificação do sujeito
Gabarito: E (Errado)
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