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Questão de Português — Morfologia - Pronomes — CESPE / CEBRASPE 2023

PortuguêsMorfologia - Pronomes
Código
ce156824
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
MRE
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Oficial de Chancelaria
A forma pronominal “lhe”, em “Julgando lhe ser agradável” (segundo período do primeiro parágrafo do texto 1A1-I), exerce a função de
  1. Acomplemento indireto da forma verbal “Julgando”, referindo-se ao ministro Sebastião Eurico Gonçalves de Lacerda.
  2. Bcomplemento indireto da forma verbal “Julgando”, referindo-se ao presidente Prudente de Morais.
  3. Ccomplemento nominal de “agradável”, referindo-se a Machado de Assis.
  4. Dcomplemento nominal de “agradável”, referindo-se ao ministro Sebastião Eurico Gonçalves de Lacerda.
  5. Ecomplemento indireto da forma verbal “Julgando”, referindo-se a Machado de Assis.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — complemento nominal de “agradável”, referindo-se a Machado de Assis.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função do pronome “lhe” em “Julgando lhe ser agradável”

Gabarito: letra C. O pronome “lhe” exerce função de complemento nominal do adjetivo “agradável”, referindo-se a Machado de Assis. A estrutura “ser agradável a alguém” exige um complemento (a quem?); “lhe” preenche esse papel, indicando a pessoa que consideraria a ação agradável, conforme o contexto: o ministro julgou que a substituição seria agradável para Machado.

A banca cobra a distinção entre complemento verbal (indireto) e complemento nominal. No trecho, “lhe” não completa o sentido do verbo “Julgando” – este tem como objeto direto toda a oração subordinada substantiva “lhe ser agradável”. Dentro dessa oração, “lhe” é termo ligado ao adjetivo “agradável”, funcionando como seu complemento nominal.

Alternativa A — ❌ Incorreta

“lhe” não é complemento indireto de “Julgando”, pois o verbo “julgar” rege objeto direto (a oração subordinada), e não indireto. Além disso, refere-se a Machado, não ao ministro.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Mesmo erro de função (complemento indireto) e referente errado: “lhe” não se refere ao presidente Prudente de Morais, mas a Machado de Assis.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O pronome “lhe” complementa o adjetivo “agradável” (agradável a alguém), e o texto mostra que essa pessoa é Machado de Assis: o ministro queria deixar-lhe mais tempo livre, logo a ação foi pensada para agradá-lo.

“Julgando lhe ser agradável e querendo deixar-lhe mais tempo livre para seus trabalhos literários”

Os dois “lhe” referem-se ao mesmo indivíduo – Machado de Assis – e o primeiro é complemento nominal de “agradável”.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Acerta a função (complemento nominal de “agradável”), mas erra o referente. O texto indica que o destinatário da ação é Machado, não o ministro.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Embora acerte o referente (Machado de Assis), erra a função: “lhe” não é complemento indireto de “Julgando”. A banca explora a confusão entre complemento verbal e nominal.

Conclusão: A alternativa C é a única que associa corretamente a função sintática (complemento nominal) e o referente (Machado de Assis).

PEGA ESSA DICA!

Em construções com “julgar + [pronome] + ser + adjetivo”, o pronome geralmente é sujeito do infinitivo, mas, quando o adjetivo exige complemento (ex.: “agradável a alguém”), o pronome oblíquo “lhe” pode ser analisado como complemento nominal do adjetivo. Atente ao contexto para identificar a quem a qualidade se destina.

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