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Questão de Direito Administrativo — Responsabilidade civil do estado — CESPE / CEBRASPE 2023

Direito AdministrativoResponsabilidade civil do estado
Código
ce159135
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Prefeitura de Boa Vista - RR
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Guarda Municipal
Assinale a opção correta em relação à responsabilidade civil do Estado.
  1. AO Estado tem direito de ser ressarcido pelo agente público, pelos danos que este tenha causado a terceiros, ainda que não seja comprovado dolo ou culpa.
  2. BA conduta omissiva do agente público, ainda que dolosa, não gera o dever estatal de indenizar terceiro.
  3. CA atuação estatal que cause dano ao particular gera a obrigação de indenizar, independentemente da comprovação de dolo ou culpa do agente.
  4. DA culpa exclusiva da vítima, o caso fortuito ou a força maior não configuram excludentes de responsabilidade do Estado.
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GabaritoC — A atuação estatal que cause dano ao particular gera a obrigação de indenizar, independentemente da comprovação de dolo ou culpa do agente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Responsabilidade Civil do Estado

Gabarito: letra C. A responsabilidade civil do Estado por atos comissivos é objetiva, com base no art. 37, §6º da Constituição Federal, ou seja, independe de comprovação de dolo ou culpa do agente público. O direito de regresso contra o agente, por sua vez, exige dolo ou culpa. As demais alternativas contrariam esse regime constitucional.

A questão exige o conhecimento do regime de responsabilidade civil do Estado adotado pelo direito brasileiro, que combina a responsabilidade objetiva (teoria do risco administrativo) para condutas comissivas com a responsabilidade subjetiva para omissões (em regra), além da previsão de excludentes do nexo causal.

Alternativa

Afirmação sobre Responsabilidade Civil do Estado

Correta?

Fundamento

A

O Estado tem direito de ser ressarcido pelo agente público, pelos danos que este tenha causado a terceiros, ainda que não seja comprovado dolo ou culpa.

❌ Incorreta

O direito de regresso exige dolo ou culpa do agente (art. 37, §6º, CF).

B

A conduta omissiva do agente público, ainda que dolosa, não gera o dever estatal de indenizar terceiro.

❌ Incorreta

A omissão estatal (especialmente a específica) pode gerar responsabilidade, inclusive subjetiva.

C

A atuação estatal que cause dano ao particular gera a obrigação de indenizar, independentemente da comprovação de dolo ou culpa do agente.

✅ Correta (Gabarito)

É a regra da responsabilidade objetiva por atos comissivos (art. 37, §6º, CF).

D

A culpa exclusiva da vítima, o caso fortuito ou a força maior não configuram excludentes de responsabilidade do Estado.

❌ Incorreta

Esses são excludentes clássicas do nexo causal, salvo regimes de risco integral.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o direito de ressarcimento do Estado contra o agente independe de dolo ou culpa. Isso é falso. O art. 37, §6º da CF assegura o direito de regresso apenas nos casos de dolo ou culpa do agente. A alternativa inverte a regra: a responsabilidade do Estado é objetiva; o regresso é subjetivo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sustenta que a conduta omissiva dolosa do agente não gera dever de indenizar por parte do Estado. É incorreto. A omissão estatal pode sim gerar responsabilidade, especialmente quando há dever legal de agir (omissão específica). Se o agente age com dolo ao se omitir, o Estado responde (de forma subjetiva, mas responde). A amplitude da afirmação é incompatível com o ordenamento.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Reproduz o núcleo da responsabilidade objetiva do Estado: a atuação estatal (comissiva) que cause dano gera obrigação de indenizar independentemente de dolo ou culpa do agente. Essa é a regra do art. 37, §6º da CF e da teoria do risco administrativo. O particular precisa comprovar apenas o dano, a conduta e o nexo causal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que culpa exclusiva da vítima, caso fortuito e força maior não são excludentes. Na verdade, são excludentes clássicas da responsabilidade objetiva, pois rompem o nexo causal. O Estado pode se eximir comprovando esses fatos (exceto em regimes especiais, como risco integral, que não é a regra). A alternativa está invertida.

Gabarito: letra C

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