Questão de Atualidades — Meio Ambiente, Sustentabilidade e Aquecimento Global na Atualidade — CESPE / CEBRASPE 2023
Atualidades›Meio Ambiente, Sustentabilidade e Aquecimento Global na Atualidade
Código
ce165527
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-SC
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Titular de Serviços de Notas e de Registros - Remoção
O aquecimento global é uma das faces da atual crise climática. Mitigar a emissão de gases poluentes na atmosfera é um desafio ambiental que tende a ganhar f orça no mundo. Para isso, é preciso, por exemplo, pensar em estratégias de distribuição de energia acessível e limpa, consumo e produção responsáveis. No que diz respeito às estratégias ambientais anteriormente citadas, é necessário fortalecer a prática de
Aagricultura de séculos passados.
Bdesenvolvimento sustentável.
Cocupação econômica das regiões polares.
Daumento da produção com reduzida produtividade.
Eexploração ilimitada dos recursos naturais.
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GabaritoB — desenvolvimento sustentável.
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Desenvolvimento sustentável e a crise climática
Gabarito: letra B. A prática que o enunciado pede para fortalecer — distribuição de energia acessível e limpa, consumo e produção responsáveis — é exatamente o núcleo do desenvolvimento sustentável, modelo que concilia crescimento econômico com preservação ambiental e justiça social, conforme consagrado no Relatório Brundtland (1987) e na Agenda 2030 da ONU. As demais alternativas apontam para práticas insustentáveis ou anacrônicas, que agravariam a crise climática em vez de mitigá-la.
O desenvolvimento sustentável é o paradigma que responde à crise climática: ele parte do reconhecimento de que o modelo de crescimento ilimitado, baseado na exploração intensiva de recursos naturais e na emissão descontrolada de gases de efeito estufa, é insustentável no longo prazo. A definição clássica, do Relatório Brundtland (Nosso Futuro Comum, 1987), é a de que desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem às suas próprias necessidades. Esse conceito se desdobra em três pilares interligados: o econômico (crescimento e eficiência), o social (equidade e inclusão) e o ambiental (preservação dos ecossistemas e uso racional dos recursos).
A banca explora aqui uma oposição simples, mas central: de um lado, o desenvolvimento sustentável, que busca harmonizar progresso e natureza; de outro, práticas que representam o modelo antigo e predatório — agricultura arcaica, exploração ilimitada, aumento da produção com baixa produtividade — que são justamente as causas da crise climática. A pegadinha está em o candidato se perder em detalhes técnicos e não enxergar que a questão é conceitual: ela pede a estratégia que sintetiza as ações citadas (energia limpa, consumo responsável), e essa estratégia tem nome consagrado na agenda ambiental global.
Desenvolvimento sustentável: Definição (Relatório Brundtland, 1987) (Atende às necessidades do presente, Sem comprometer as gerações futuras); Pilares (Econômico (crescimento e eficiência), Social (equidade e inclusão), Ambiental (preservação e uso racional)); Marcos (Eco-92, Protocolo de Kyoto (1997), Acordo de Paris (2015), Agenda 2030 / ODS); Práticas que fortalece (Energia limpa e acessível, Consumo e produção responsáveis)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A agricultura de séculos passados é o oposto do que se busca: era uma prática de baixa tecnologia, frequentemente extensiva e com grande impacto ambiental (desmatamento, esgotamento do solo). O enunciado fala em "estratégias de distribuição de energia acessível e limpa, consumo e produção responsáveis" — nada disso se relaciona com retomar métodos agrícolas antigos. A alternativa contraria o sentido de modernização sustentável que o texto pede.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O desenvolvimento sustentável é exatamente a prática que reúne os elementos citados no enunciado: energia limpa e acessível (pilar ambiental/econômico), consumo e produção responsáveis (pilar social/ambiental). É o conceito que orienta os principais acordos internacionais sobre clima, como o Acordo de Paris (2015) e a Agenda 2030 da ONU, com seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A alternativa espelha o termo-chave do enunciado: "estratégias ambientais" = desenvolvimento sustentável.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A ocupação econômica das regiões polares é uma prática predatória e de altíssimo risco ambiental: além de acelerar o derretimento das geleiras (já agravado pelo aquecimento global), envolve exploração de recursos em ecossistemas frágeis e protegidos por tratados internacionais, como o Tratado da Antártida. Não há qualquer relação com "energia limpa" ou "consumo responsável". A alternativa é um distrator que apela ao senso comum de "expandir a exploração", mas que contraria frontalmente a lógica da mitigação climática.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Aumentar a produção com reduzida produtividade é um contrassenso econômico e ambiental: significa produzir mais gastando mais recursos (terra, água, energia) para obter menos resultado. Isso vai na contramão da eficiência que o desenvolvimento sustentável exige — que é justamente produzir mais com menos impacto, por meio de tecnologia e boas práticas. A alternativa inverte a lógica da sustentabilidade, que busca otimizar o uso dos recursos, não desperdiçá-los.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A exploração ilimitada dos recursos naturais é a causa direta da crise climática e da degradação ambiental. O enunciado pede estratégias para mitigar a emissão de gases poluentes — e a exploração ilimitada é o que mais aumenta essas emissões (queima de combustíveis fósseis, desmatamento, mineração predatória). A alternativa é o oposto exato do desenvolvimento sustentável e contraria o próprio conceito de "limites planetários" que orienta a agenda ambiental contemporânea.
NÃO CAIA NESSA!
A banca não cobra um dado técnico, mas a capacidade de identificar o conceito central que amarra as ações citadas. O candidato pode se perder tentando associar cada alternativa a um acordo ou relatório específico, quando a resposta está no próprio enunciado: "energia acessível e limpa, consumo e produção responsáveis" é a definição prática de desenvolvimento sustentável. As alternativas C, D e E são armadilhas clássicas de inversão de valores — apresentam práticas predatórias como se fossem soluções. Fique atento: em questões de atualidades sobre meio ambiente, o CESPE costuma premiar quem reconhece o paradigma dominante (sustentabilidade) em vez de se prender a detalhes.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de atualidades ambientais, memorize o tripé do desenvolvimento sustentável (econômico, social, ambiental) e os principais marcos: Relatório Brundtland (1987), Eco-92, Protocolo de Kyoto (1997), Acordo de Paris (2015) e Agenda 2030/ODS. Quando o enunciado falar em "mitigação", "energia limpa", "consumo responsável", a resposta quase sempre será desenvolvimento sustentável ou um de seus desdobramentos (economia verde, transição energética). Essa é a bússola para não cair nos distratores que pregam o modelo antigo de exploração.