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Questão de Português — Sintaxe — CESPE / CEBRASPE 2024

PortuguêsSintaxe
Código
ce175627
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Terceiro Secretário - manhã
No que diz respeito aos aspectos morfossintáticos e semânticos do texto V, julgue (C ou E) o seguinte item. No primeiro período do texto, o emprego da forma participial tida em lugar da oração “que tive” preservaria as relações sintáticas do período e as relações semânticas estabelecidas entre seus termos.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de oração relativa por particípio — ❌ ERRADO

Gabarito: E (Errado). O item está errado, pois a troca da oração "que tive" pela forma participial "tida" não preserva as relações sintáticas e semânticas do período.

Análise do primeiro período

"Quando os jornais anunciaram para o dia 1.º deste mês uma parede de açougueiros, a sensação que tive foi muito diversa da de todos os meus concidadãos."

  • "que tive": oração subordinada adjetiva restritiva. O pronome relativo "que" retoma "sensação" e exerce função de objeto direto do verbo "tive". O sujeito de "tive" é eu (elíptico). A voz é ativa: "a sensação que (eu) tive".

  • "tida": particípio do verbo "ter", concordando com "sensação" (feminino singular). Forma uma locução adjetiva ou oração reduzida de particípio. Nesse contexto, "tida" equivale a "que foi tida" (voz passiva: a sensação foi tida). O agente (quem teve) não é expresso; a relação semântica passa de sujeito agente (eu) para objeto paciente (sensação).

Efeitos da substituição

  • Sintaticamente: a oração relativa desenvolvida (com verbo finito "tive") é substituída por um sintagma nominal com particípio (não finito). A função sintática de "sensação" muda? No original, "sensação" é sujeito de "foi"; com "tida", "sensação" continua sujeito, mas agora recebe um adjunto adnominal (o particípio) em vez de uma oração adjetiva. A estrutura oracional perde o verbo no pretérito perfeito e o sujeito oculto. As relações de dependência sintática se alteram.

  • Semanticamente:

    • Original: "a sensação que eu tive" → ênfase no sujeito (eu) que experimentou a sensação.

    • Com "tida": "a sensação tida" → ênfase na sensação em si, sem indicar quem a teve. Além disso, a voz passiva ("tida" = que foi tida) sugere uma ação concluída no passado, mas sem o agente. O valor de posse/experiência ativa se perde.

Portanto, as relações semânticas (quem age, quem sofre a ação) e as relações sintáticas (sujeito expresso vs. oculto, verbo finito vs. particípio) não são preservadas.

Conclusão

ERRADO. A substituição altera a estrutura sintática e inverte a voz verbal, modificando o sentido original. O gabarito é E.

PEGA ESSA DICA!

Em questões sobre substituição de estruturas, verifique sempre a voz verbal (ativa/passiva) e a manutenção do sujeito agente. O particípio geralmente gera passividade, enquanto a oração relativa desenvolvida pode manter a voz ativa.

NÃO CAIA NESSA!

Sujeito nunca tem preposição

Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.

— Sintaxe — identificação do sujeito

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