Pular para o conteúdo principal

Questão de Engenharia de Software — Engenharia de Requisitos — CESPE / CEBRASPE 2024

Engenharia de SoftwareEngenharia de Requisitos
Código
ce175996
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
LNA
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Tecnologista – Especialidade: Desenvolvimento e Arquitetura de Software
Imagem associada para resolução da questãoA figura precedente ilustra um processo de elicitação e análise de requisitos. Em relação a esse processo, a técnica casos de uso
  1. Apoderia ser utilizada na Priorização e negociação de requisitos, mas somente se o sistema for orientado a objetos, pois, nesse caso, haveria a especificação de cada caso de uso.
  2. Bseria uma atividade do processo Descoberta de requisitos.
  3. Cnão estaria relacionada ao referido processo, pois, como o processo é um diagrama da UML, a técnica seria utilizada somente ao final do processo para a documentação do projeto.
  4. Destá mais relacionada à Especificação de requisitos, uma vez que nela podem ser detalhadas as iterações do sistema.
  5. Eseria melhor classificada, por envolver a descrição de quem são os atores do sistema, como uma atividade da Priorização e negociação de requisitos, uma vez que envolve a definição de papéis.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — seria uma atividade do processo Descoberta de requisitos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Casos de uso no processo de elicitação e análise de requisitos

Gabarito: letra B. A técnica de casos de uso é uma atividade do processo de Descoberta de requisitos (elicitação), pois descreve as interações entre atores e o sistema para identificar funcionalidades — é exatamente o que a alternativa B afirma. A figura ilustra o processo de elicitação e análise de requisitos, e os casos de uso são uma das principais técnicas utilizadas nessa fase, conforme a literatura clássica de Engenharia de Requisitos (Sommerville e Pressman).

O processo de Engenharia de Requisitos é composto por atividades que vão desde a compreensão do problema até a gestão das mudanças. Segundo Sommerville, as fases são: Estudo de Viabilidade, Elicitação e Análise de Requisitos, Especificação, Validação e Gestão. A elicitação (ou descoberta) é a fase em que se derivam os requisitos do sistema por meio de observação, discussões com usuários, análise de tarefas e outras técnicas. É nesse contexto que os casos de uso se encaixam: eles descrevem cenários de interação entre atores (usuários ou sistemas externos) e o sistema, permitindo identificar o que o sistema deve fazer.

Os casos de uso foram propostos por Ivar Jacobson e posteriormente incorporados à UML como um diagrama comportamental. Eles são especialmente úteis na fase de elicitação porque ajudam a entender as funcionalidades esperadas do ponto de vista do usuário, sem se preocupar com detalhes de implementação. Cada caso de uso descreve uma funcionalidade ou objetivo do sistema, e o conjunto deles forma o modelo de casos de uso, que serve de base para a especificação de requisitos.

É importante distinguir as fases do processo de Engenharia de Requisitos para não cair em armadilhas:

Fase

Objetivo

Técnicas típicas

Elicitação/Descoberta

Derivar requisitos a partir de fontes como usuários, sistemas existentes e documentos

Entrevistas, questionários, observação, casos de uso, prototipação

Especificação

Traduzir as informações obtidas em um documento formal de requisitos

Documento de requisitos, modelos, cenários

Validação

Verificar se os requisitos são realistas, consistentes e completos

Revisões, prototipação, testes de aceitação

Negociação/Priorização

Resolver conflitos e definir prioridades entre requisitos

Reuniões, matriz de priorização

A pegadinha da questão está em associar casos de uso a fases erradas do processo. Muitos candidatos confundem a elicitação com a especificação, ou acham que casos de uso são apenas documentação final. Na verdade, os casos de uso são uma técnica de elicitação porque ajudam a descobrir os requisitos funcionais ao descrever as interações entre atores e sistema. Eles também podem ser usados na especificação, mas sua principal função é na descoberta.

Guarde a fronteira: casos de uso = técnica de elicitação/descoberta de requisitos, não de priorização, negociação ou documentação final. É nesse critério que as alternativas se dividem.

  1. 1Estudo de viabilidade
  2. 2Elicitação e análise
  3. 3Especificação
  4. 4Validação
  5. 5Gestão
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que casos de uso só poderiam ser usados na priorização se o sistema for orientado a objetos. Há dois erros: (1) casos de uso não são restritos a sistemas orientados a objetos — embora tenham origem na OOSE de Jacobson, são uma técnica geral de modelagem de requisitos; (2) a priorização e negociação não é a fase principal de uso de casos de uso, que é a elicitação. A alternativa confunde a origem histórica com uma restrição de aplicação.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta porque casos de uso são uma técnica de descoberta de requisitos (elicitação). Eles descrevem as interações entre atores e o sistema, permitindo identificar as funcionalidades que o sistema deve oferecer. Essa é a fase em que se derivam os requisitos a partir da observação e discussão com usuários, e os casos de uso são uma ferramenta clássica para isso.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que casos de uso não estão relacionados ao processo porque o diagrama é UML e a técnica seria usada apenas ao final para documentação. Isso é falso: o diagrama de casos de uso é uma representação UML, mas a técnica em si é usada durante a elicitação de requisitos, não apenas na documentação final. A alternativa inverte o papel da técnica, tratando-a como algo posterior ao processo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que casos de uso estão mais relacionados à especificação de requisitos, onde podem ser detalhadas as iterações do sistema. Embora casos de uso possam ser usados na especificação, sua principal função é na elicitação/descoberta, não na especificação. A alternativa troca a fase principal pela secundária. Além disso, o termo "iterações" é vago e não reflete o papel central dos casos de uso.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que casos de uso seriam melhor classificados como atividade de priorização e negociação por envolver a descrição de atores e papéis. Isso é um erro conceitual: descrever atores e papéis é parte da elicitação, não da priorização. A priorização envolve resolver conflitos e definir prioridades entre requisitos, o que não é o foco dos casos de uso. A alternativa confunde a descrição de atores com a atividade de negociação.

Gabarito: letra B

Link permanente: /questoes/ce175996