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Questão de Legislação Estadual — Legislação do Estado do Rio Grande do Norte — CESPE / CEBRASPE 2024

Legislação EstadualLegislação do Estado do Rio Grande do Norte
Código
ce178910
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PGE-RN
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Procurador
Considerando o disposto na Lei Complementar n.º 240/2002 a respeito da Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Norte (PGE/RN) e de seus procuradores, assinale a opção correta.
  1. AMediante concordância da Corregedoria-Geral da PGE/RN, procurador do estado em estágio probatório poderá compor o Conselho Superior da instituição.
  2. BA Procuradoria das Licitações, Contratos e Convênios tem a competência especializada de examinar apenas processos licitatórios da administração pública estadual, devendo-se manifestar em todos eles.
  3. CA PGE/RN pode atuar perante o Tribunal de Contas da União.
  4. DNão se insere nas competências da PGE/RN representar a fazenda estadual perante o tribunal de contas do estado, uma vez que essa função cabe ao Ministério Público de Contas.
  5. ENa representação dos órgãos e entes estaduais em juízo, a PGE/RN tem autonomia para celebrar, por decisão própria, quaisquer negócios processuais, como transações e termos de compromisso.
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GabaritoC — A PGE/RN pode atuar perante o Tribunal de Contas da União.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lei Complementar n.º 240/2002 – Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Norte

Gabarito: letra C. A PGE/RN pode atuar perante o Tribunal de Contas da União, pois a competência da Procuradoria abrange a representação do estado em qualquer tribunal, inclusive federal, quando o interesse estadual estiver em jogo. As demais alternativas contêm imprecisões que as tornam incorretas, conforme se analisa abaixo.

A questão exige conhecimento das competências institucionais da PGE/RN previstas na Lei Complementar estadual n.º 240/2002. Embora o texto literal da lei não esteja transcrito no material de apoio, é possível resolver com base na estrutura típica das Procuradorias-Gerais dos Estados, que seguem o modelo da Advocacia-Geral da União (CF, art. 131) e das Constituições Estaduais.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que procurador em estágio probatório pode compor o Conselho Superior mediante concordância da Corregedoria-Geral. Em geral, o Conselho Superior da PGE é composto por procuradores efetivos e estáveis, excluídos aqueles em estágio probatório, justamente por não terem adquirido a vitaliciedade ou estabilidade característica da carreira. Não há previsão de que a Corregedoria possa excepcionar essa regra. Portanto, a alternativa erra ao admitir a participação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que a Procuradoria das Licitações, Contratos e Convênios examina "apenas" processos licitatórios e deve manifestar-se "em todos eles". O advérbio "apenas" restringe indevidamente a competência, pois o órgão também analisa contratos e convênios. Já a expressão "todos" é excessiva: a lei costuma estabelecer um valor mínimo ou critério de relevância para a manifestação obrigatória. Assim, a assertiva é falsa por conter generalizações incompatíveis com a legislação.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A PGE/RN representa o estado judicial e extrajudicialmente, inclusive perante tribunais de contas. O Tribunal de Contas da União (TCU) é órgão de controle externo federal, mas o estado pode ser parte em processos ali (ex.: convênios com recursos federais, prestação de contas). Nessa condição, a PGE tem atribuição para atuar em defesa dos interesses estaduais. Não há vedação legal para essa representação; ao contrário, insere-se na função de representação judicial e administrativa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sustenta que a representação perante o tribunal de contas estadual cabe ao Ministério Público de Contas, e não à PGE. Isso é incorreto. O Ministério Público de Contas atua como fiscal da lei junto ao Tribunal, mas a representação da fazenda estadual – ou seja, a defesa do estado como parte – é função típica da Procuradoria-Geral, conforme a Constituição Estadual (art. 99, III, da Constituição de São Paulo, por exemplo, que serve de paradigma). Logo, a PGE sim detém essa competência.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Alega que a PGE tem autonomia para celebrar "quaisquer" negócios processuais por decisão própria. Embora a PGE tenha independência funcional, não pode celebrar transações ou termos de compromisso sem observar limites legais (ex.: necessidade de autorização do Procurador-Geral, limites de alçada, vedação a renúncia de créditos sem lei autorizativa). O termo "quaisquer" torna a afirmação exagerada e, por isso, incorreta.

Gabarito: letra C.

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