Questão de Contabilidade Pública — Ingressos e Dispêndios Públicos — CESPE / CEBRASPE 2024
- Código
- ce184784
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- Prefeitura de Mossoró - RN
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Auditor Fiscal de Tributos Municipais
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ❌ ERRADO. A afirmação está incorreta porque a restituição de receitas públicas recolhidas a maior (como tributos indevidos) não depende de autorização orçamentária. Trata-se de devolução de ingressos indevidos ao contribuinte, registrada contabilmente como dedução da receita orçamentária, e não como despesa pública. Logo, não há exigência de prévia dotação na Lei Orçamentária para efetuar a restituição.
O erro da assertiva está em condicionar a devolução a uma autorização orçamentária. Na prática, a administração tem o dever legal de restituir o valor recebido indevidamente, independentemente de previsão na LOA. O registro contábil das restituições é feito como dedução da receita orçamentária, ajustando a arrecadação, e não como despesa que demandaria autorização específica.
A doutrina e as normas de contabilidade pública (como o MCASP) tratam a restituição de receitas arrecadadas a maior como uma dedução da receita orçamentária, e não como despesa orçamentária. Exigir autorização orçamentária para tal devolução seria um contrassenso, pois o valor já ingressou e o direito do contribuinte à restituição é imediato.
Em provas de contabilidade pública, lembre-se: restituições de receitas (tributos pagos indevidamente, por exemplo) são deduções da receita orçamentária, e não despesas. Portanto, não necessitam de autorização orçamentária. Já as devoluções de cauções e depósitos (extraorçamentários) também independem de autorização.
Conclusão: a afirmativa é errada. A restituição independe de autorização orçamentária.
Gabarito: ❌ ERRADO.
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