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Questão de Direito Processual Penal — Das Provas — CESPE / CEBRASPE 2024

Direito Processual PenalDas Provas
Código
ce185001
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Prefeitura de Mossoró - RN
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Procurador Jurídico
Com base nas disposições do Código de Processo Penal e no entendimento jurisprudencial dos tribunais superiores acerca de provas no processo penal, julgue o próximo item.A prova obtida por meio de interceptação telefônica realizada sem autorização judicial prévia será considerada válida se a comunicação interceptada for posteriormente confirmada por provas lícitas.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interceptação telefônica sem autorização judicial

Gabarito: Errado. A interceptação telefônica realizada sem autorização judicial prévia constitui prova ilícita, e a posterior confirmação por provas lícitas não a convalida. A Constituição Federal, em seu art. 5º, LVI, estabelece a inadmissibilidade das provas obtidas por meios ilícitos, princípio que se aplica integralmente à interceptação clandestina.

A Lei nº 9.296/96 exige autorização judicial para a interceptação telefônica (art. 1º). A ausência dessa autorização torna a prova ilícita, e a jurisprudência do STF é firme no sentido de que a ilicitude não é sanável por confirmação posterior. Mesmo que outras provas lícitas corroborem o conteúdo da interceptação, esta não pode ser utilizada no processo.

Interceptação telefônica
  • 1Com autorização judicial
    • Prova lícita
  • 2Sem autorização judicial
    • Prova ilícita (art. 5º, LVI, CF)
    • Não convalida por confirmação posterior
    • Inadmissível no processo
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NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a falsa ideia de que a prova ilícita pode ser "convalidada" por provas lícitas posteriores. Na verdade, a ilicitude original contamina a prova, e ela não pode ser usada, independentemente de confirmação. É o princípio da inadmissibilidade das provas ilícitas (art. 5º, LVI, CF).

Errado

PEGA ESSA DICA!

Ilícitas (8 letras) = Material (8 letras); Ilegítimas (10 letras) = Processual (10 letras)

Macete por contagem de letras para diferenciar provas ilegais: prova ILÍCITA (8 letras) é a obtida com violação a norma de Direito MATERIAL (8 letras); prova ILEGÍTIMA (10 letras) é a que viola norma de Direito PROCESSUAL (10 letras).

— Provas ilícitas x provas ilegítimas (prova ilegal)

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