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Questão de Fonoaudiologia — Linguagem e Fala — CESPE / CEBRASPE 2025

FonoaudiologiaLinguagem e Fala
Código
ce210222
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-DF
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Gestor de Apoio as Atividades Policiais Civis - Especialidade: Fonoaudiólogo
No que se refere aos processos de linguagem, julgue o item que se segue.Quando uma criança conhece as letras que formam seu nome e sabe nomeá-las, ela já é capaz de aplicar o valor sonoro dessas letras, de forma separada, a outras formações de palavras, que não guardam relação com a grafia de seu nome.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Processos de linguagem – Alfabetização

Gabarito: E (Errado). A afirmação está incorreta porque saber o nome das letras que formam o próprio nome não significa que a criança já é capaz de isolar e aplicar o valor sonoro dessas letras em outras palavras não relacionadas. Essa habilidade – a consciência fonêmica – é um nível mais avançado de consciência fonológica e geralmente se desenvolve após a exposição sistemática a princípios alfabéticos, não automaticamente com a nomeação de letras.

A banca testa a compreensão da diferença entre nomeação de letras (etapa inicial de reconhecimento visual e verbal) e aplicação do princípio alfabético (capacidade de segmentar fonemas e relacioná-los a grafemas em contextos variados). A criança pode reconhecer e nomear as letras do seu nome por memorização da forma global, sem ainda dominar a correspondência grafema–fonema de forma abstrata. A transferência para novas formações exige instrução explícita e desenvolvimento da consciência fonêmica.

  1. 1Nomeação de letras (memorização global)
  2. 2Consciência fonológica (rimas, sílabas)
  3. 3Consciência fonêmica (sons isolados)
  4. 4Aplicação do princípio alfabético
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Item – ❌ Errado

A afirmativa diz que, se a criança conhece as letras do nome e sabe nomeá-las, já é capaz de aplicar o valor sonoro dessas letras separadamente a outras palavras. Isso é falso. Estudos em psicolinguística e fonoaudiologia mostram que a nomeação de letras é um preditor, mas não um equivalente, da decodificação. A consciência fonêmica – habilidade de manipular os sons individuais da fala – é necessária para aplicar correspondências grafema–fonema em palavras novas. Essa consciência geralmente surge entre os 4 e 6 anos e é estimulada por atividades lúdicas e pedagógicas. Portanto, não é automática nem garantida apenas pelo conhecimento do nome das letras.

NÃO CAIA NESSA!

Muitos candidatos confundem o conhecimento superficial das letras (nomeação) com a habilidade de usá-las para ler/escrever palavras novas. A banca explora essa confusão: o item parece lógico, mas a transferência não ocorre sem o desenvolvimento da consciência fonêmica.

Gabarito: E (Errado).

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