Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Sintaxe — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsSintaxe
Código
ce215528
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
STM
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Técnico Judiciário - Área: Administrativa

Texto CG4A1  


        Os trabalhadores atuais estão trocando cargos de liderança por tempo livre. Um estudo realizado por uma plataforma de análise de pessoal e planejamento de força de trabalho mostra que 91% dos profissionais liberais não querem se tornar gestores de pessoas em razão das expectativas de aumento de estresse e pressão ou simplesmente por satisfação com suas funções atuais.


        Na pesquisa, que abrange profissionais de diferentes idades, observa-se que a tendência de equilibrar trabalho e qualidade de vida já é uma característica marcante na geração Z.


        Uma das mudanças que marcam essa nova geração é a liberdade, tanto no mercado de trabalho quanto na economia. Os jovens de hoje sentem-se mais confortáveis, por exemplo, em deixar o emprego após dois meses de trabalho caso a oportunidade não esteja alinhada com seus gostos pessoais e seus desejos. Também estão mais confortáveis com a economia compartilhada, preferindo alugar carros e imóveis, em vez de comprá-los.


        Para Marcelo Neri, professor da FGV Social, a geração Z, que abrange jovens atualmente com idade entre 14 e 29 anos, nasceu no começo da estabilidade econômica brasileira, o que pode justificar essa mentalidade mais ousada e desprendida. “A nova geração não viveu momentos de hiperinflação que eram comuns no país e que terminaram nos anos de 2010, em meio ao auge de economia”, ele afirma.


        Atualmente, o Brasil tem 50 milhões de jovens, o que, segundo Neri, corresponde à maior parcela populacional jovem que o país já teve, mas, segundo estudos da FGV, há expectativa de que, até o fim deste século, esse número caia para 25 milhões.


        Por outro lado, a geração prateada, cujos integrantes estão hoje com mais de 70 anos, está crescendo no país. Marcelo Neri afirma: “Se olharmos os padrões de vida por idade hoje, veremos que a renda dos idosos é alta em decorrência de aposentadorias, o que promete ser diferente na terceira idade da geração Z. Do jeito como está, o sistema de previdência não será tão positivo e sustentável para eles”.


        O professor reforça que a expectativa relacionada à fragilidade do sistema previdenciário estimula ainda mais os jovens profissionais a olharem mais para o empreendedorismo e menos para as organizações e a pensarem mais em investimentos privados que em aposentadoria. Segundo ele, a geração Z é “uma população que buscará fazer a sua própria poupança e que vê na vida empreendedora ou no emprego mais flexível um futuro mais promissor”.


Internet: <exame.com> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, referente ao vocabulário e à estrutura linguística do texto CG4A1.No último período do texto, o trecho ‘que buscará fazer a sua própria poupança’ é uma oração substantiva que complementa sintaticamente o nome ‘população’.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise do item – Classificação sintática da oração “que buscará fazer a sua própria poupança”

Gabarito: ❌ ERRADO. A oração “que buscará fazer a sua própria poupança” é uma oração adjetiva restritiva, não substantiva, e exerce a função de adjunto adnominal, não de complemento nominal do nome “população”.

A passagem analisada

No último período do texto, lê-se:

“Segundo ele, a geração Z é ‘uma população que buscará fazer a sua própria poupança e que vê na vida empreendedora ou no emprego mais flexível um futuro mais promissor’.”

O termo “que” é um pronome relativo que retoma o antecedente “população”. Toda oração introduzida por pronome relativo classifica-se como oração adjetiva (aqui restritiva, pois especifica qual população). Sua função sintática é de adjunto adnominal do núcleo “população”.

Por que não é oração substantiva nem complemento nominal?

  • Oração substantiva exerce funções típicas de substantivo (sujeito, objeto, complemento nominal, predicativo, aposto) e é introduzida por conjunção integrante “que” (sem antecedente). Ex.: “É importante que ele estude” (sujeito). No trecho, o “que” tem antecedente claro (“população”), sendo relativo.

  • Complemento nominal é um termo preposicionado que completa o sentido de um nome (substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio). Ex.: “A necessidade de poupar”. Aqui não há preposição; a oração liga-se diretamente ao substantivo “população” por meio do relativo, caracterizando adjunto adnominal.

Portanto, a assertiva incorre ao classificar a oração como substantiva e ao atribuir-lhe função de complemento nominal. O correto é oração adjetiva restritiva com função de adjunto adnominal.

Conclusão: O item está ERRADO.

NÃO CAIA NESSA!

Sujeito nunca tem preposição

Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.

— Sintaxe — identificação do sujeito

Gabarito: letra E (Errado).

Link permanente: /questoes/ce215528