Crimes contra o patrimônio – Furto e coisa abandonada
Gabarito: Certo (C). Objeto abandonado (res derelicta) não é "coisa alheia móvel", requisito essencial do crime de furto (art. 155 do Código Penal). Assim, mesmo que tenha expressivo valor econômico e o encontrador se recuse a restituí-lo a quem posteriormente reivindique, o fato é atípico.
O crime de furto exige que a coisa subtraída pertença a outra pessoa – ou seja, que não seja própria nem abandonada. O abandono implica renúncia à propriedade; a coisa torna-se res nullius (de ninguém) ou res derelicta, e portanto não pode ser objeto material do delito. A conduta de se apropriar de coisa abandonada pode configurar crime de apropriação de coisa achada (art. 169, parágrafo único, II, do CP) apenas se a coisa for perdida (não abandonada), o que não é o caso.
Fundamento: Art. 155, caput, CP: "Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel" (requisito da alheiedade).
Gabarito: C (Certo).