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Questão de Direito Administrativo — Responsabilidade civil do estado — CESPE / CEBRASPE 2025

Direito AdministrativoResponsabilidade civil do estado
Código
ce216217
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE-MS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Externo - Área: Tecnologia da Informação
Acerca da responsabilidade civil do Estado e de causas excludentes e atenuantes dessa responsabilidade, assinale a opção correta.
  1. AA existência de risco administrativo afasta a necessidade de qualquer análise do comportamento da vítima ou da presença de excludentes de responsabilidade.
  2. BA ocorrência de caso fortuito ou força maior exclui automaticamente a responsabilidade do Estado, independentemente da análise do nexo causal.
  3. CA culpa exclusiva da vítima é circunstância que pode afastar a responsabilidade do Estado, caso fique demonstrada a inexistência de nexo causal entre a conduta estatal e o dano.
  4. DA responsabilidade do Estado por omissão é sempre objetiva, pois decorre do simples descumprimento do dever legal de agir.
  5. EO Estado pode ser responsabilizado por atos de terceiros, mesmo que não exista qualquer relação entre o fato danoso e a atividade estatal.
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GabaritoC — A culpa exclusiva da vítima é circunstância que pode afastar a responsabilidade do Estado, caso fique demonstrada a inexistência de nexo causal entre a conduta estatal e o dano.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Responsabilidade civil do Estado

Gabarito: letra C. A culpa exclusiva da vítima, quando demonstrada, rompe o nexo causal entre a conduta estatal e o dano, afastando a responsabilidade do Estado. Conforme a jurisprudência do STF (Tese 1.237), cabe ao Estado demonstrar as excludentes de responsabilidade, confirmando que elas podem ser invocadas. As demais alternativas incorrem em equívocos sobre a teoria do risco administrativo, as excludentes e o regime de omissão.

A banca testa o conhecimento sobre as causas excludentes da responsabilidade civil do Estado, especialmente no âmbito da teoria do risco administrativo. A responsabilidade objetiva do Estado (art. 37, §6º, CF) exige conduta, dano e nexo causal. A ausência de nexo, por fato exclusivo da vítima, caso fortuito externo ou fato de terceiro, exclui a responsabilidade.

Alternativa

Afirmação

Análise

Conclusão

A

A existência de risco administrativo afasta a necessidade de qualquer análise do comportamento da vítima ou da presença de excludentes de responsabilidade.

Incorreta. O risco administrativo admite excludentes (culpa exclusiva da vítima, fato de terceiro, força maior); apenas o risco integral as afasta.

❌ Incorreta

B

A ocorrência de caso fortuito ou força maior exclui automaticamente a responsabilidade do Estado, independentemente da análise do nexo causal.

Incorreta. A exclusão não é automática; depende da natureza do fortuito (interno ou externo) e da demonstração de rompimento do nexo causal.

❌ Incorreta

C

A culpa exclusiva da vítima é circunstância que pode afastar a responsabilidade do Estado, caso fique demonstrada a inexistência de nexo causal entre a conduta estatal e o dano.

Correta. A culpa exclusiva da vítima rompe o nexo causal, afastando a responsabilidade objetiva do Estado.

✅ Correta (Gabarito)

D

A responsabilidade do Estado por omissão é sempre objetiva, pois decorre do simples descumprimento do dever legal de agir.

Incorreta. A responsabilidade por omissão é subjetiva (exige dolo ou culpa), salvo em situações excepcionais (ex.: omissão em serviço público específico).

❌ Incorreta

E

O Estado pode ser responsabilizado por atos de terceiros, mesmo que não exista qualquer relação entre o fato danoso e a atividade estatal.

Incorreta. Sem nexo causal entre a atividade estatal e o dano, não há responsabilidade; o fato de terceiro é excludente, salvo se houver omissão estatal específica.

❌ Incorreta

Responsabilidade civil do Estado
  • 1Teoria do risco administrativo
    • Admite excludentes
    • Risco integral (exceção)
  • 2Nexo causal
    • Presente → responsabilidade
    • Rompido → exclui
      • Culpa exclusiva da vítima
      • Fato de terceiro
      • Caso fortuito externo
  • 3Omissão estatal
    • Objetiva (dever legal)
    • Subjetiva (falta do serviço)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O risco administrativo é o fundamento da responsabilidade objetiva do Estado, mas não impede a análise de excludentes. Pelo contrário: mesmo na teoria do risco administrativo, admite-se a quebra do nexo causal por culpa exclusiva da vítima, fato de terceiro ou força maior. A banca erra ao afirmar que o risco administrativo "afasta a necessidade de qualquer análise" – isso corresponderia à teoria do risco integral, que não é a regra no Direito Administrativo brasileiro (aplica-se apenas a danos ambientais, conforme Tema 681 do STJ).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Caso fortuito e força maior são excludentes do nexo causal, mas não operam de forma automática. É preciso analisar se o evento foi a causa exclusiva do dano, rompendo o vínculo com a conduta estatal. Além disso, na teoria do risco administrativo, o fortuito interno (ligado à atividade) não exclui a responsabilidade, enquanto o fortuito externo (alheio ao serviço) pode excluir. A expressão "automaticamente" torna a assertiva incorreta.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A culpa exclusiva da vítima é uma das clássicas excludentes do nexo causal. Se o dano decorre unicamente da conduta da vítima, sem qualquer contribuição do Estado, rompe-se o vínculo de causalidade e não há falar em responsabilidade estatal. O STF, na Tese 1.237, reforça que "é ônus probatório do ente federativo demonstrar eventuais excludentes de responsabilidade civil", o que inclui a culpa exclusiva da vítima. Portanto, a afirmativa está correta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A responsabilidade do Estado por omissão não é sempre objetiva. Prepondera na doutrina e jurisprudência (STF, RE 841.526) que, nas omissões genéricas (falta de fiscalização, por exemplo), a responsabilidade é subjetiva, exigindo-se a demonstração de dolo ou culpa (falta do serviço). Já nas omissões específicas (descumprimento de dever legal concreto), admite-se a responsabilidade objetiva, mas não em todos os casos. A afirmação "sempre objetiva" é incorreta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O Estado só responde por atos de terceiros se houver nexo com a atividade estatal, como ocorre nas hipóteses de guarda, vigilância ou dever de fiscalização. Se não há qualquer relação entre o dano e a atuação do Estado, inexiste responsabilidade. A alternativa afirma o contrário, o que contraria o elemento do nexo causal.

Gabarito: letra C.

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