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Questão de Programação — Geral — CESPE / CEBRASPE 2025

ProgramaçãoGeral
Código
ce217123
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-PA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Especialidade: Análise de Sistemas
Julgue o item a seguir, em relação aos serviços de mensageria, webhooks e JSON.O código JSON a seguir está de acordo com boas práticas de representação de dados de usuários, e pode ser utilizado diretamente, sem adaptações na integração entre front-end e banco de dados.Imagem associada para resolução da questão
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

JSON: boas práticas e integração front-end × banco de dados

Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação é falsa porque um JSON, por si só, não pode ser utilizado "diretamente, sem adaptações" na integração entre front-end e banco de dados: o JSON é um formato de troca de dados entre sistemas, e o banco de dados exige uma camada de persistência (ORM, driver, consulta SQL) para interpretar e armazenar os dados. O JSON (JavaScript Object Notation) é um formato de texto, padrão aberto, independente de linguagem, usado para troca de dados entre sistemas. Ele é auto-descritivo, no formato atributo-valor, e foi especificado por Douglas Crockford em 2000, sendo padronizado pela RFC 8259 e ECMA-404. Sua simplicidade o tornou popular como alternativa ao XML, especialmente em aplicações web (REST, AJAX). No entanto, o JSON é apenas um formato de representação de dados — ele não é um mecanismo de persistência. Para integrar front-end e banco de dados, é necessário um intermediário: o front-end envia/recebe JSON via HTTP (por exemplo, com fetch ou Axios), o back-end processa essa requisição, valida os dados, e então utiliza um driver de banco de dados (JDBC, por exemplo) ou um ORM (Hibernate, JPA) para converter o JSON em instruções SQL e persistir no banco. Esse processo envolve adaptações: mapeamento de tipos, validação de campos, tratamento de erros, etc. Além disso, "boas práticas de representação de dados de usuários" envolvem cuidados como: usar nomes de campos claros e consistentes (camelCase ou snake_case), evitar campos redundantes, não expor dados sensíveis (senhas, tokens), e garantir que o JSON seja válido (chaves entre aspas duplas, valores permitidos: strings, números, booleanos, null, objetos, arrays). A banca Cebraspe explora aqui a confusão entre "formato de dados" e "persistência de dados". O candidato pode pensar que, como o JSON é legível e estruturado, ele poderia ser usado diretamente no banco — mas isso é falso. O banco de dados relacional, por exemplo, trabalha com tabelas e colunas, não com documentos JSON (a menos que seja um banco NoSQL como MongoDB, mas ainda assim há adaptações).

  1. 1Front-end envia JSON (HTTP)
  2. 2Back-end valida e processa
  3. 3Driver/ORM converte em SQL
  4. 4Persistência no banco
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa E — ❌ Incorreta (gabarito)

A alternativa E (ERRADO) é o gabarito, pois a afirmação é falsa. O erro específico está em afirmar que o JSON "pode ser utilizado diretamente, sem adaptações na integração entre front-end e banco de dados". Isso é incorreto porque:

  • O JSON é um formato de troca de dados, não um formato de persistência. Para integrar com banco de dados, é necessário um middleware (back-end) que converta o JSON em consultas SQL ou operações de banco.

  • Mesmo em bancos NoSQL orientados a documentos (como MongoDB), o JSON é armazenado como BSON e há adaptações de tipos e índices.

Portanto, a alternativa E está correta ao julgar o item como ERRADO. Gabarito: letra E (ERRADO).

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