Questão de Programação — Geral — CESPE / CEBRASPE 2025
Programação›Geral
Código
ce217138
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-PA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Especialidade: Análise de Sistemas
A respeito de arquiteturas de microsserviços, julgue o item que se segue.Considere que o arquivo application.yml contenha as instruções a seguir.Nesse caso, a configuração ignoredServices : '*' faz que o Zuul ignore todos os serviços automaticamente, enquanto a rota personalizada usuarios : /myusers* define um caminho específico para redirecionamento, o que garante que apenas as rotas explicitamente mapeadas sejam atendidas pelo gateway.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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Arquitetura de Microsserviços: Zuul e Roteamento
Gabarito: letra C (CERTO). A afirmação está correta: a configuração ignoredServices: '*' no Zuul faz com que todos os serviços sejam ignorados por padrão, e a rota personalizada usuarios: /myusers* define um caminho específico para redirecionamento, garantindo que apenas as rotas explicitamente mapeadas sejam atendidas pelo gateway. Essa é a semântica padrão do Zuul, um gateway de API da Netflix amplamente utilizado em arquiteturas de microsserviços.
O Zuul é um gateway de API que atua como um ponto único de entrada para requisições externas em uma arquitetura de microsserviços. Ele recebe as requisições e as encaminha para os serviços internos apropriados, com base em regras de roteamento configuradas. A configuração ignoredServices é uma diretiva que controla quais serviços devem ser ignorados pelo gateway, ou seja, quais serviços não devem ser roteados automaticamente. Quando definida como '*', ela indica que todos os serviços devem ser ignorados por padrão, a menos que sejam explicitamente mapeados em uma rota personalizada.
A rota personalizada usuarios: /myusers* define um mapeamento entre um nome lógico (usuarios) e um padrão de caminho (/myusers*). Isso significa que qualquer requisição que chegue ao gateway com um caminho que comece com /myusers será redirecionada para o serviço identificado como usuarios. Essa configuração é essencial para garantir que apenas as rotas explicitamente mapeadas sejam atendidas, evitando que o gateway exponha serviços internos não intencionalmente.
Na prática, essa configuração é comum em cenários onde se deseja controlar rigorosamente quais serviços são acessíveis externamente. Por exemplo, em um sistema com serviços de usuarios, pedidos e pagamentos, o administrador pode querer expor apenas o serviço de usuarios para o mundo externo, mantendo os outros internos. Com ignoredServices: '*', o Zuul não roteará automaticamente nenhum serviço, e apenas a rota usuarios será atendida, garantindo que os serviços de pedidos e pagamentos não sejam acessíveis externamente.
A pegadinha que a banca explora é a confusão entre o comportamento padrão do Zuul e o comportamento com ignoredServices: '*'. Muitos candidatos podem pensar que ignoredServices: '*' faz o Zuul ignorar apenas os serviços não mapeados, mas na verdade ele ignora todos, exigindo que cada rota seja explicitamente configurada. Essa distinção é crucial para entender o funcionamento do gateway e é exatamente o que a questão testa.
Guarde essa lógica: ignoredServices: '*' + rota personalizada = apenas rotas explícitas são atendidas. É essa combinação que garante o controle fino sobre o roteamento no Zuul.
1ignoredServices: '*'
2Ignora todos por padrão
3Rota personalizada (usuarios)
4Apenas rotas explícitas atendidas
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Alternativa C — ✅ CERTO ⟵ GABARITO
A afirmação está correta. A configuração ignoredServices: '*' no Zuul faz com que todos os serviços sejam ignorados por padrão, e a rota personalizada usuarios: /myusers* define um caminho específico para redirecionamento. Isso garante que apenas as rotas explicitamente mapeadas sejam atendidas pelo gateway. Essa é a semântica padrão do Zuul, um gateway de API da Netflix amplamente utilizado em arquiteturas de microsserviços.