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Questão de Medicina — Medicina Intensiva — CESPE / CEBRASPE 2025

MedicinaMedicina Intensiva
Código
ce218038
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-PA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Especialidade: Medicina
Acerca de emergências clínicas, julgue o item seguinte.O uso da morfina para o tratamento de edema pulmonar agudo tem sido alvo de questionamentos, pois, além de haver evidências de aumento de mortalidade com o uso do fármaco, sua ação vasodilatadora mostra-se pobre e o efeito ansiolítico pode ser obtido por outras drogas que trazem menos riscos.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso de morfina no edema agudo de pulmão

Gabarito: letra C (Certo). A afirmativa está correta: o uso rotineiro de opioides (como a morfina) no edema agudo de pulmão (EAP) não é recomendado, pois há evidências de aumento de mortalidade, a ação vasodilatadora é pobre e o efeito ansiolítico pode ser obtido com outras drogas de menor risco. Essa recomendação está alinhada com as diretrizes de insuficiência cardíaca e emergências hipertensivas.

O edema agudo de pulmão é uma emergência médica caracterizada por acúmulo de líquido no interstício e nos alvéolos pulmonares, levando a desconforto respiratório grave e hipoxemia. A fisiopatologia envolve desequilíbrio das forças de Starling na barreira alveolar-capilar, com aumento da pressão hidrostática (EAP cardiogênico) ou aumento da permeabilidade (EAP não cardiogênico). O tratamento visa reduzir a congestão pulmonar, melhorar a oxigenação e tratar a causa de base.

Tradicionalmente, a morfina era usada no EAP por seus efeitos ansiolítico e venodilatador, que reduziriam a pré-carga. No entanto, evidências atuais mostram que esses benefícios são limitados e os riscos são significativos: a morfina pode causar depressão respiratória, hipotensão, bradicardia e náuseas, além de estar associada a maior mortalidade em alguns estudos. Por isso, as diretrizes atuais recomendam cautela e desaconselham o uso rotineiro de opioides no EAP.

A afirmativa menciona três pontos: (1) evidências de aumento de mortalidade, (2) ação vasodilatadora pobre, e (3) efeito ansiolítico que pode ser obtido por outras drogas. Todos esses pontos estão corretos e refletem a literatura médica atual. Por exemplo, a Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda (2018) afirma que "os opioides aliviam ansiedade e dispneia, mas o uso rotineiro não é recomendado, devido a riscos de efeitos adversos, como náusea, hipotensão, bradicardia e depressão respiratória, além de controvérsias a respeito de maior risco de mortalidade com seu uso".

A pegadinha aqui é que muitos candidatos ainda associam a morfina ao tratamento clássico do EAP, mas a medicina baseada em evidências mudou essa prática. A banca explora exatamente essa atualização do conhecimento.

Morfina no EAP
  • 1Uso rotineiro não recomendado
    • Evidências de aumento de mortalidade
    • Ação vasodilatadora pobre
    • Efeito ansiolítico obtido por outras drogas
  • 2Riscos
    • Depressão respiratória
    • Hipotensão
    • Bradicardia
    • Náuseas
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Alternativa C — ✅ Certo ⟵ GABARITO

A afirmativa está correta. O uso rotineiro de morfina no EAP é questionado e não recomendado pelas diretrizes atuais. Os três argumentos apresentados são válidos: há evidências de aumento de mortalidade, a ação vasodilatadora é limitada (a morfina tem efeito venodilatador modesto, mas não é o principal mecanismo de ação no EAP) e o efeito ansiolítico pode ser obtido com outras drogas, como benzodiazepínicos, que apresentam menor risco de depressão respiratória e hipotensão. Portanto, a afirmativa está de acordo com a prática baseada em evidências.

Gabarito: letra C (Certo).

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