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Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — CESPE / CEBRASPE 2025

MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
Código
ce218044
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-PA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Especialidade: Medicina
No que se refere à infectologia, julgue o item que se segue.Na endocardite infecciosa aguda, quando acomete uma valva nativa, os sopros podem estar ausentes a princípio, mas são detectados durante a evolução da doença na maioria dos casos.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Endocardite infecciosa aguda em valva nativa: sopros na evolução

Gabarito: letra C (CERTO). Na endocardite infecciosa (EI) aguda, os sopros podem estar ausentes no início, mas surgem ou se modificam durante a evolução na maioria dos casos — isso é particularmente verdadeiro na EI aguda e na de valva protética, conforme a literatura médica. A afirmativa está correta.

A endocardite infecciosa é uma infecção do endocárdio, mais frequentemente das valvas cardíacas, que leva à formação de vegetações. A apresentação clínica é inespecífica e depende do agente etiológico, da valva acometida e da rapidez da instalação. A classificação tradicional divide a EI em aguda e subaguda, refletindo a virulência do microrganismo: a forma aguda, geralmente causada por Staphylococcus aureus, tem evolução rápida e destrutiva, enquanto a subaguda, por estreptococos de baixa virulência, é mais indolente.

No exame físico, os sopros cardíacos são um achado clássico, mas sua ausência inicial não exclui o diagnóstico. Na EI aguda, a destruição valvar pode ser tão rápida que o sopro de regurgitação pode não ser audível nas primeiras horas, especialmente se houver baixo débito ou se a valva acometida for a tricúspide. Com a progressão da doença, a lesão valvar se agrava e o sopro torna-se audível na maioria dos pacientes. Na EI subaguda, sopros novos ou mudança de sopros prévios são relativamente incomuns, mas na aguda e na de valva protética são mais prevalentes.

A banca explora exatamente essa distinção: o candidato pode achar que, por ser uma infecção valvar, o sopro estaria sempre presente desde o início. No entanto, a literatura mostra que o sopro pode aparecer tardiamente, e é isso que a afirmativa descreve corretamente.

NÃO CAIA NESSA!

Na prova, lembre-se: na EI aguda, o sopro pode estar ausente no início e surgir com a evolução — especialmente na valva tricúspide. Na EI subaguda, sopros novos são menos comuns. Essa diferença entre aguda e subaguda é um ponto clássico de pegadinha.

Endocardite infecciosa
  • 1Classificação
    • Aguda (S. aureus)
      • Evolução rápida e destrutiva
      • Sopro pode estar ausente no início
      • Sopro surge na evolução (maioria)
    • Subaguda (estreptococos)
      • Evolução indolente
      • Sopros novos são menos comuns
  • 2Valva acometida
    • Tricúspide: sopro pode não ser audível
    • Baixo débito: dificulta ausculta
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Item — ✅ CERTO ⟵ GABARITO

A afirmativa está correta. Na endocardite infecciosa aguda em valva nativa, os sopros podem estar ausentes a princípio, mas são detectados durante a evolução na maioria dos casos. Isso ocorre porque a destruição valvar e a formação de vegetações progridem rapidamente, e o sopro de regurgitação pode não ser audível nas fases iniciais, especialmente em situações de baixo débito ou quando a valva tricúspide é a acometida. Com a evolução, a lesão se torna mais evidente e o sopro surge. A literatura médica confirma que sopros novos ou mudança de sopros prévios são mais prevalentes na EI aguda e na de valva protética.

Gabarito: letra C (CERTO).

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