Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce218059
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TJ-PA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Judiciário - Especialidade: Medicina
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (ERRADO). O tratamento de primeira linha da urticária aguda é feito com anti-histamínicos H1 não sedativos, e não com corticoterapia sistêmica associada a anti-histamínicos de primeira geração, como afirma o item. A corticoterapia sistêmica não é a primeira escolha; os anti-histamínicos H1 não sedativos são a base do tratamento, conforme as diretrizes atuais.
A urticária é uma condição caracterizada por lesões papuloedematosas pruriginosas, fugazes, que duram algumas horas e mudam de localização. O angioedema, por sua vez, envolve camadas mais profundas da pele, com edema em lábios, pálpebras e genitália. A urticária é classificada como aguda quando dura menos de 6 semanas e crônica quando dura mais de 6 semanas. Essa distinção é fundamental para guiar a conduta, pois na forma aguda frequentemente se identifica um fator desencadeante (fármaco, alimento, picada de inseto, infecção), e a eliminação desse fator costuma ser suficiente para a resolução dos sintomas.
O tratamento da urticária aguda, segundo as diretrizes atuais, baseia-se no uso de anti-histamínicos H1 não sedativos como primeira linha. Esses medicamentos bloqueiam a ação da histamina, principal mediador liberado pelos mastócitos, responsável pelo prurido e pelas lesões cutâneas. Os anti-histamínicos de primeira geração, como a hidroxizina e a prometazina, são sedativos e podem ser utilizados em situações específicas, como no controle do prurido noturno, mas não são a primeira escolha para o tratamento da urticária aguda. A corticoterapia sistêmica, embora possa ser considerada em casos refratários ou graves, não é a primeira linha de tratamento.
Na prática, o manejo da urticária aguda envolve: identificar e eliminar o fator desencadeante, quando possível; prescrever anti-histamínico H1 não sedativo (como loratadina, cetirizina ou desloratadina) em dose regular, mantido por pelo menos 2 semanas para evitar recidiva; e, em casos de angioedema, pode-se associar prednisona 20-60 mg/dia por 7 dias. A corticoterapia sistêmica não é rotina para todos os casos de urticária aguda, sendo reservada para situações específicas, como angioedema significativo ou falta de resposta ao anti-histamínico.
A banca explora a confusão entre o tratamento da urticária aguda e o de outras condições, como a anafilaxia, em que a adrenalina é a base do tratamento, e os glicocorticoides e anti-histamínicos são coadjuvantes. No caso da urticária aguda, a primeira linha é o anti-histamínico H1 não sedativo, e não a corticoterapia sistêmica. Além disso, a associação com anti-histamínicos de primeira geração não é preferencial, pois esses fármacos têm maior efeito sedativo e não são a primeira escolha.
Portanto, o item está incorreto ao afirmar que se deve iniciar o tratamento da urticária aguda preferencialmente com corticoterapia sistêmica e anti-histamínicos de primeira geração. A conduta correta é iniciar com anti-histamínico H1 não sedativo, e a corticoterapia sistêmica fica reservada para casos selecionados.
O item afirma que o tratamento da urticária aguda deve ser iniciado, preferencialmente, com corticoterapia sistêmica e anti-histamínicos de primeira geração. Isso está incorreto. A primeira linha de tratamento da urticária aguda é o anti-histamínico H1 não sedativo, como loratadina, cetirizina ou desloratadina. Os anti-histamínicos de primeira geração, como hidroxizina e prometazina, são sedativos e não são a primeira escolha. A corticoterapia sistêmica não é a primeira linha; pode ser considerada em casos de angioedema ou refratários, mas não como tratamento inicial preferencial. Portanto, o item está errado.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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