A respeito de ressuscitação cardiopulmonar e crise hipertensiva, julgue o próximo item.O uso de desfibrilação precoce em casos de arritmias chocáveis, como fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso, é um dos fatores mais importantes para aumentar as taxas de sobrevivência em paradas cardíacas.
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Ressuscitação cardiopulmonar: desfibrilação precoce nas arritmias chocáveis
✅ CERTO. A desfibrilação precoce é, de fato, um dos fatores mais importantes para aumentar a sobrevida em paradas cardíacas por ritmos chocáveis — fibrilação ventricular (FV) e taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). Isso porque esses ritmos são gerados por mecanismo de reentrada, e o choque elétrico aplicado precocemente interrompe a arritmia, permitindo que o coração retome um ritmo organizado. A diretriz de ressuscitação cardiopulmonar da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2019) reforça essa recomendação, e o suporte básico de vida orienta o uso imediato do desfibrilador externo automático (DEA) quando disponível.
A parada cardiorrespiratória (PCR) pode se apresentar em ritmos chocáveis (FV e TVSP) ou não chocáveis (assistolia e atividade elétrica sem pulso — AESP). A distinção é crucial: nos ritmos chocáveis, o tratamento definitivo é a desfibrilação; nos não chocáveis, a conduta é RCP de alta qualidade e adrenalina, sem choque. A FV é um ritmo caótico e desorganizado, e a TVSP é um ritmo organizado ou não, com complexo QRS largo e frequência > 100 bpm, mas sem pulso palpável. Em ambos, a desfibrilação deve ser realizada o mais rápido possível, pois a cada minuto de atraso a sobrevida cai cerca de 7% a 10%.
A diretriz brasileira de 2019 (Arq Bras Cardiol) traz orientações específicas: realizar RCP enquanto se prepara a desfibrilação (Classe I, nível B), e não atrasar o choque para fazer RCP por 2 minutos (Classe IIb). Após o primeiro choque, retoma-se a RCP por 2 minutos, seguida de checagem de ritmo; se FV/TVSP persistir, novo choque de alta energia. O uso de desfibriladores bifásicos é preferível, mas não mandatório, pois não mostraram benefício na redução de mortalidade. A posição das pás mais adequada é a anterolateral (infraclavicular direita e precordial).
A importância da desfibrilação precoce é tão reconhecida que o treinamento de leigos em RCP e uso do DEA é recomendado (Classe I, nível B), pois aumenta substancialmente a probabilidade de um espectador realizar a RCP e melhora a sobrevida. Nos primeiros minutos de uma PCR em FV, as compressões torácicas são mais importantes que as ventilações, e a desfibrilação é o único tratamento que reverte o ritmo. Por isso, a afirmativa está correta: a desfibrilação precoce é um dos pilares do aumento das taxas de sobrevivência.
A pegadinha que a banca poderia explorar é confundir desfibrilação com cardioversão elétrica (CVE). A desfibrilação é aplicada em qualquer momento do ciclo cardíaco, sem sincronização, e é indicada para FV e TVSP; a CVE é sincronizada com o QRS e indicada para taquiarritmias com instabilidade hemodinâmica (TV com pulso, fibrilação atrial, etc.). Nesta questão, o enunciado fala claramente de "arritmias chocáveis, como fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso", que são exatamente as indicações de desfibrilação. Não há pegadinha aqui — a afirmativa é direta e correta.
Parada cardiorrespiratória
1Ritmos chocáveis
Fibrilação ventricular (FV)
Taquicardia ventricular sem pulso (TVSP)
Tratamento: desfibrilação precoce
2Ritmos não chocáveis
Assistolia
Atividade elétrica sem pulso (AESP)
Sem choque — RCP + adrenalina
3Desfibrilação
Interrompe reentrada
Cada minuto de atraso: sobrevida cai 7–10%
Posição das pás: anterolateral
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Item — ✅ Correto
A afirmativa está correta porque a desfibrilação precoce é, de fato, um dos fatores mais importantes para aumentar as taxas de sobrevivência em paradas cardíacas por ritmos chocáveis. A diretriz de ressuscitação cardiopulmonar da SBC (2019) classifica a desfibrilação como Classe I para FV e TVSP, e o suporte básico de vida orienta o uso imediato do DEA. O mecanismo de reentrada é interrompido pelo choque, e a precocidade é essencial: cada minuto de atraso reduz a sobrevida em cerca de 7% a 10%. Portanto, a afirmativa espelha exatamente a recomendação das diretrizes.