A respeito de crise convulsiva, hiperglicemia, anafilaxia e hemorragias digestivas, julgue o próximo item.A anafilaxia causada pela penicilina benzatina é uma reação imunológica rara, mas potencialmente fatal, podendo sua aplicação ser feita na atenção primária a saúde.
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Anafilaxia por penicilina benzatina e sua aplicação na Atenção Primária
Gabarito: letra C (CERTO). A anafilaxia causada pela penicilina benzatina é, de fato, uma reação imunológica rara, mas potencialmente fatal, e sua aplicação pode e deve ser feita na Atenção Primária à Saúde (APS), desde que os serviços estejam preparados para o manejo dessa intercorrência. Essa orientação está alinhada com as diretrizes do Ministério da Saúde, que normatizou o uso da penicilina benzatina em toda a rede de saúde, incluindo as Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, mediada por IgE, que pode evoluir rapidamente para choque, broncoespasmo e obstrução de via aérea, sendo potencialmente fatal. No caso específico da penicilina benzatina, a possibilidade de reação anafilática é de 0,002%, conforme levantamento da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec). Esse número demonstra que, embora rara, a reação existe e pode ser grave, o que justifica o temor dos profissionais, mas não pode impedir o tratamento adequado, especialmente em doenças como a sífilis, em que a penicilina benzatina é a única opção segura e eficaz para gestantes.
O receio de reações adversas não é impeditivo para a administração da penicilina benzatina nos serviços de saúde, especialmente na Atenção Básica. A anafilaxia não é exclusiva das penicilinas, e os serviços devem estar cientes dos procedimentos a serem adotados em tal situação. A adrenalina (epinefrina) é o medicamento de escolha para o manejo dessa intercorrência, e sua aplicação não deve ser retardada diante de um episódio de anafilaxia grave. A recomendação é que a adrenalina seja aplicada por via intramuscular (IM), no músculo vasto lateral da coxa, na dose de 0,3 a 0,5 mg em adultos (0,01 mg/kg em crianças com peso < 30 kg), podendo ser repetida a cada 5 a 10 minutos até controle dos sintomas.
A banca explora a confusão entre o receio de reações adversas e a impossibilidade de administração. O candidato pode pensar que, por ser uma reação potencialmente fatal, a aplicação deveria ser restrita a ambientes hospitalares. No entanto, a orientação oficial é justamente o contrário: a administração pode ser feita na Atenção Primária, com o devido preparo da equipe para reconhecer e tratar a anafilaxia. O Ministério da Saúde, por meio da Portaria nº 3.161, de 27 de dezembro de 2011, normatizou o uso da penicilina benzatina em toda a rede de saúde, incluindo as UBSs, e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), por meio da Decisão nº 0094/2015, reforçou a importância da administração pelos profissionais de enfermagem na Atenção Básica.
Penicilina benzatina na APS: Aplicação permitida na Atenção Primária (Portaria MS nº 3.161/2011, Cofen Decisão nº 0094/2015); Anafilaxia (Rara (0,002%), Potencialmente fatal, Mediador: IgE); Manejo da anafilaxia (Adrenalina IM (0,3–0,5 mg adulto), Vasto lateral da coxa, Repetir a cada 5–10 min)
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta induzir o candidato a marcar ERRADO, explorando o medo de que uma reação potencialmente fatal não possa ser manejada na Atenção Primária. No entanto, a diretriz é clara: o receio de reações adversas não é impeditivo para a administração na APS, desde que a equipe esteja preparada para o manejo da anafilaxia com adrenalina. O que não pode ocorrer é a perda do momento oportuno de tratamento por medo infundado.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre segurança na administração de medicamentos, lembre-se de que a banca costuma cobrar a literalidade das diretrizes do Ministério da Saúde. Aqui, o ponto-chave é que a penicilina benzatina pode ser aplicada na Atenção Primária, e a anafilaxia, embora rara, deve ser manejada com adrenalina IM. Guarde os números: 0,002% de risco de anafilaxia e adrenalina 0,3-0,5 mg IM como tratamento de escolha.