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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — CESPE / CEBRASPE 2025

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
ce219781
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRF - 6ª REGIÃO
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário – Área: Apoio Especializado – Especialidade: Medicina (Ramo: Clínica Geral)
Acerca das emergências clínicas, julgue o item a seguir.Pode-se descartar como hipótese diagnóstica, sem exames laboratoriais adicionais, infarto agudo do miocárdio em pacientes com dor torácica atípica.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Dor torácica e infarto agudo do miocárdio

ERRADO. Não se pode descartar infarto agudo do miocárdio (IAM) apenas com base na presença de dor torácica atípica, sem exames laboratoriais adicionais. A apresentação clínica do IAM é extremamente variável — a dor pode ser atípica, ausente ou manifestar-se como equivalente isquêmico (dispneia, náuseas, síncope), especialmente em idosos, mulheres e diabéticos. A conduta correta exige investigação complementar com eletrocardiograma (ECG) e dosagem de marcadores de necrose miocárdica (troponina), pois a ausência de dor típica não exclui o diagnóstico e está associada a maior mortalidade por atraso diagnóstico.

A dor torácica é um sintoma de alta complexidade diagnóstica, e a síndrome coronariana aguda (SCA) — que engloba angina instável e IAM — é uma das causas mais temidas, dada sua elevada morbimortalidade. A caracterização da dor é fundamental, mas a presença de dor atípica não é suficiente para afastar o diagnóstico. O material de apoio destaca que a dor isquêmica é visceral, frequentemente mal localizada, difícil de descrever e nem sempre referida como "dor", podendo ser um desconforto ou angústia. Além disso, a dor torácica pode não estar presente em até cerca de um terço dos casos de SCA, manifestando-se por equivalentes isquêmicos como dispneia isolada, náuseas, vômitos, palpitações, síncope ou mesmo parada cardíaca.

A avaliação inicial de todo paciente com suspeita de SCA deve incluir ECG em até 10 minutos e dosagem de biomarcadores de necrose miocárdica, como a troponina. O ECG permite classificar o paciente em IAM com supradesnivelamento de ST (IAMCST) ou SCA sem supradesnivelamento de ST (SCASST), orientando a terapia de reperfusão. A troponina é o marcador de escolha, mas sua elevação pode ocorrer em diversas outras condições (miocardite, embolia pulmonar, sepse, insuficiência renal, Takotsubo), exigindo correlação clínica. O diagnóstico de IAM é definido pela detecção de elevação e/ou queda de biomarcadores cardíacos, com pelo menos um valor acima do percentil 99, associado a sintomas de isquemia, alterações eletrocardiográficas ou de imagem.

A banca explora a falsa segurança de que uma dor atípica exclui IAM. Na prática, a apresentação atípica é comum e perigosa: idosos, mulheres e diabéticos frequentemente não referem dor torácica clássica, apresentando apenas dispneia, dor epigástrica, mal-estar ou confusão mental. A ausência de dor típica está associada a maior mortalidade intra-hospitalar, justamente pela falha ou atraso no diagnóstico e tratamento. Portanto, a suspeita clínica de IAM deve ser mantida mesmo diante de dor atípica, e a investigação com ECG seriado e troponina é obrigatória antes de qualquer descarte.

O escore de Rouan, citado no material, é uma ferramenta que estima a probabilidade de IAM com base em dados clínicos (idade > 60 anos, sudorese, história prévia, sexo masculino, dor em opressão, irradiação para braços/ombro/pescoço/mandíbula), mas não é um instrumento de exclusão — mesmo com escore baixo, a probabilidade não é zero, e a conduta exige confirmação laboratorial. A regra de ouro é: dor torácica, típica ou atípica, em paciente com fatores de risco ou idade > 30 anos, deve ser investigada como potencial SCA até prova em contrário.

1Apresentação clínica
Dor típica
Dor atípica
Ausente (equivalente isquêmico)
2Grupos de risco
Idosos
Mulheres
Diabéticos
3Investigação obrigatória
ECG em até 10 min
Troponina (marcador de necrose)
4Não se descarta sem exames
Dor torácica e IAM
LEVELsoulevel.com.br
Dor torácica e IAM: Apresentação clínica (Dor típica, Dor atípica, Ausente (equivalente isquêmico)); Grupos de risco (Idosos, Mulheres, Diabéticos); Investigação obrigatória (ECG em até 10 min, Troponina (marcador de necrose)); Não se descarta sem exames

Item — ❌ ERRADO ⟵ GABARITO

A afirmativa está errada porque propõe descartar IAM sem exames laboratoriais adicionais com base apenas na dor atípica. Isso contraria a prática clínica e as diretrizes: a apresentação atípica não exclui IAM, e a investigação com ECG e troponina é indispensável. O material de apoio reforça que a dor torácica pode estar ausente em até um terço dos casos de SCA, e que a ausência de dor típica está associada a maior mortalidade por atraso diagnóstico. Portanto, a hipótese de IAM não pode ser descartada sem exames complementares, independentemente das características da dor.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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