Julgue o item que se segue, acerca de doenças renais.A glomerulonefrite persistente que agrava a função renal é sempre acompanhada de nefrite intersticial, fibrose renal e atrofia tubular.
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EErrado
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GabaritoC — Certo
Esta resolução diverge do gabarito oficial. A banca deu Certo; a resolução abaixo sustenta o contrário e explica por quê — ela não foi reescrita para concordar. Acontece nos dois sentidos: há gabarito que cai em recurso e há resolução que erra. Confira na fonte antes de fixar o entendimento.
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Glomerulonefrite crônica e lesão tubulointersticial
❌ ERRADO. A afirmação de que a glomerulonefrite persistente que agrava a função renal é sempre acompanhada de nefrite intersticial, fibrose renal e atrofia tubular é incorreta, pois o termo "sempre" generaliza indevidamente. Embora a lesão tubulointersticial seja um achado comum e importante na progressão das glomerulopatias, ela não é uma consequência obrigatória e universal em todos os casos. A progressão da doença renal crônica envolve múltiplos mecanismos, e a presença e a intensidade da fibrose intersticial e da atrofia tubular variam conforme a etiologia, a gravidade e o estágio da doença.
A doença renal crônica (DRC) é definida pela presença de alterações estruturais ou funcionais dos rins por mais de três meses, com implicações para a saúde. A progressão da DRC, independentemente da causa inicial, está associada a um processo comum de fibrose tubulointersticial, que é um dos principais determinantes da progressão para a insuficiência renal terminal. No entanto, a afirmação de que isso ocorre "sempre" é uma generalização indevida, pois existem casos de glomerulonefrite crônica em que a lesão tubulointersticial pode ser mínima ou ausente, especialmente em estágios iniciais ou em certas etiologias.
A nefrite intersticial aguda (NIA) é uma condição distinta, caracterizada por inflamação e edema do interstício renal, frequentemente associada a fármacos ou infecções. A NIA pode causar declínio rápido da função renal, mas não é uma consequência inevitável da glomerulonefrite crônica. A fibrose intersticial e a atrofia tubular são achados histológicos que podem acompanhar a progressão da DRC, mas sua presença não é universal. Por exemplo, na nefropatia por IgA, a lesão glomerular pode ser proeminente sem fibrose intersticial significativa em estágios iniciais.
A banca explora a generalização indevida: o termo "sempre" torna a afirmação incorreta, pois a lesão tubulointersticial não é uma consequência obrigatória em todos os casos de glomerulonefrite persistente. A progressão da DRC é multifatorial, e a extensão da fibrose e atrofia tubular varia conforme a etiologia e o estágio da doença. Portanto, a afirmação é falsa.
Glomerulonefrite persistente
1Progressão da DRC
Fibrose tubulointersticial (comum)
Atrofia tubular (comum)
2Nem sempre acompanhada
Varia com etiologia
Varia com estágio
Ex.: nefropatia por IgA
lesão glomerular sem fibrose inicial
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Item — ❌ Errado
A afirmação é incorreta porque utiliza o termo "sempre", que generaliza indevidamente. Embora a lesão tubulointersticial seja um achado comum na progressão da DRC, ela não é uma consequência obrigatória e universal em todos os casos de glomerulonefrite persistente. A presença e a intensidade da fibrose intersticial e da atrofia tubular variam conforme a etiologia, a gravidade e o estágio da doença. Por exemplo, na nefropatia por IgA, a lesão glomerular pode ser proeminente sem fibrose intersticial significativa em estágios iniciais. Portanto, a afirmação é falsa.