Questão de Direito Administrativo — Responsabilidade civil do estado — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce221712
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- UNB
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Administrador
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
✅ CERTO. O Brasil adota a teoria do dano direto ou imediato (também chamada de teoria da causa direta e imediata ou teoria da causalidade adequada) para a configuração do nexo de causalidade na responsabilidade civil do Estado. Isso significa que apenas os danos que se vinculam de forma direta e imediata à conduta estatal são indenizáveis.
A afirmação está alinhada com a jurisprudência do STF, que em diversos precedentes exige a demonstração de nexo causal direto entre a ação/omissão estatal e o dano sofrido. Por exemplo, no Tema 362 de Repercussão Geral, o STF decidiu que não se caracteriza a responsabilidade civil objetiva do Estado por danos decorrentes de crime praticado por foragido quando não demonstrado o nexo causal direto entre o momento da fuga e a conduta praticada. A mesma lógica se aplica à regra geral: o nexo causal deve ser imediato.
Na doutrina administrativista, é pacífico que a teoria adotada no Brasil é a do dano direto e imediato. O Estado não responde por danos remotos ou indiretos – exige-se uma relação de causalidade adequada, afastando-se as concausas que não decorrem diretamente da atuação estatal. Essa teoria é aplicada tanto na responsabilidade objetiva (comissiva) quanto na subjetiva (omissiva), embora na omissão se exija a demonstração de culpa.
Portanto, o item está Certo.
Ao estudar responsabilidade civil do Estado, lembre-se dos três pressupostos: conduta (ato ou fato administrativo), dano e nexo causal. O nexo exige a teoria do dano direto e imediato – ou seja, o dano deve ser consequência necessária e imediata da conduta, sem interrupção por causas independentes (salvo excludentes como culpa exclusiva da vítima).
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