Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce222744
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- CAU-MG
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: ✅ CERTO. A troca do vocábulo “Quando” por “Se” mantém a correção gramatical e a coerência do texto, pois ambos expressam uma condição genérica ou factual, sem prejuízo do sentido original. A chave está em perceber que, no contexto, “Quando falamos...” equivale a “Se falamos...” como uma situação habitual e não hipotética, o que torna a substituição viável.
“Quando falamos especificamente de acesso à água, as florestas aparecem como uma das principais soluções baseadas na natureza...”
A conjunção Quando introduz uma oração subordinada adverbial temporal, indicando o momento em que a afirmação se aplica. Nesse contexto, a frase expressa uma generalização: sempre que se fala de acesso à água, as florestas surgem como solução.
“Se falamos especificamente de acesso à água, as florestas aparecem como uma das principais soluções...”
A conjunção Se, tradicionalmente condicional, pode ser usada para expressar uma condição de valor genérico, equivalente a “toda vez que” ou “quando”. Em orações que descrevem situações habituais ou verdades universais, “se” e “quando” são intercambiáveis sem alteração significativa de sentido. Exemplo clássico: “Se aquece a água, ela ferve” equivale a “Quando aquece a água, ela ferve”.
Ambas as construções são gramaticais: o verbo “falamos” está no presente do indicativo, correto tanto na oração temporal quanto na condicional factual. Não há necessidade de subjuntivo, pois a condição é real e habitual. A regência e a concordância permanecem idênticas.
O texto CG2A1 trata das soluções baseadas na natureza como um conceito guarda-chuva. No segundo parágrafo, o autor afirma que, ao tratar especificamente de acesso à água, as florestas são uma solução central. A ideia de “quando” é de tempo, mas o sentido é de condição necessária: se o assunto é acesso à água, então as florestas são relevantes. “Se” capta essa mesma relação lógica, mantendo a progressão argumentativa.
Em contextos de verdades gerais ou hábitos, “quando” e “se” são funcionalmente equivalentes. Essa é uma pegadinha clássica em provas de coesão: a banca testa se o candidato reconhece o valor semântico amplo de “se” (condicional factual) além do subjuntivo hipotético.
Conclusão: a substituição preserva a correção gramatical e a coerência, portanto o item está Certo.
Gabarito: C (CERTO)
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