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Questão de Português — Sintaxe — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsSintaxe
Código
ce224261
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
STM
Ano
2025
Nível
Superior
        Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu. 
        Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
        No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.    
        As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.

        Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: (com adaptações).

As quatro orações que compõem o último período do texto compartilham o mesmo sujeito referencial.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
  1. 11ª oração: Éris
  2. 22ª oração: resolução da IAU
  3. 33ª oração: resolução da IAU
  4. 44ª oração: resolução da IAU
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Análise do item — Sujeito referencial no último período

ERRADO. A afirmação de que as quatro orações do último período compartilham o mesmo sujeito referencial é falsa. A primeira oração tem como sujeito Éris, enquanto as três seguintes têm como sujeito a resolução da IAU.

Passagem decisiva

“Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planetaaté que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.”

O último período é composto por quatro orações, analisadas a seguir:

  1. “chegou a ser anunciado como um novo planeta” – Sujeito: Éris (desinencial, retomado pelo adjunto adverbial “Com massa maior que a de Plutão” e pelo contexto imediatamente anterior: “o objeto transnetuniano denominado Éris”).

  2. “a resolução da IAU barrou sua entrada” – Sujeito: a resolução da IAU (expresso).

  3. “expulsou Plutão da turma” – Sujeito: a resolução da IAU (oculto, mesma referência).

  4. “reduziu seus membros a oito” – Sujeito: a resolução da IAU (oculto, mesma referência).

Portanto, o sujeito da primeira oração (Éris) difere do sujeito das três últimas (a resolução da IAU). Não há um único sujeito referencial compartilhado.

Alternativas

  • C) Certo — ❌ Incorreta. Como demonstrado, a oração inicial tem sujeito distinto, contradizendo a afirmação.

  • E) Errado — ✅ Correta. A banca pede a opção que nega a afirmação, e ela é a única sustentada pelo texto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a ilusão de que o pronome “seu” (em “sua entrada”) remeteria ao mesmo sujeito de “chegou”, mas “seu” é possessivo e se refere a Éris, enquanto o sujeito da oração é “a resolução da IAU”. O candidato desatento pode projetar o mesmo referente para todas as orações.

PEGA ESSA DICA!

Para verificar o sujeito de orações coordenadas, isole cada verbo e pergunte “quem?” ou “o quê?” realiza a ação. No primeiro verbo (“chegou”), o sujeito é Éris; nos seguintes (“barrou”, “expulsou”, “reduziu”), o sujeito é a resolução da IAU.

Gabarito: E (Errado)

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