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Questão de Português — Morfologia — CESPE / CEBRASPE 2025

PortuguêsMorfologia
Código
ce224273
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
STM
Ano
2025
Nível
Superior
        Desde que não seja um satélite natural, como a Lua, um corpo celeste do sistema solar merece o status de planeta apenas se obedecer a três condições: estar em órbita em torno do Sol; ter massa suficiente para que sua gravidade o leve a apresentar uma forma quase redonda; e ter a vizinhança de sua órbita livre de objetos significativos que possam entrar no seu caminho. Foi com esse trio de regras objetivas que a União Astronômica Internacional (IAU) aposentou, em 26/8/2006, o conceito antigo e vago de planeta, associado à ideia de um corpo errante e luminoso que podia ser visto no céu. 
        Os oito primeiros planetas do sistema solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) se encaixavam na nova caracterização. O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não. “Plutão é um ‘planeta anão’ segundo a definição acima e é reconhecido como o protótipo de uma nova categoria de objetos transnetunianos [situados depois de Netuno]”, escreveu a direção da IAU na resolução B6, divulgada naquela data.
        No mesmo documento, a entidade determina que um planeta anão, além de não ser um satélite, deve obedecer às duas primeiras condições impostas aos planetas, mas não é necessário que sua órbita seja livre de outros corpos celestes.    
        As decisões da resolução resguardaram o conceito de planeta dentro do sistema solar para apenas oito objetos conhecidos. Se a mudança não tivesse sido adotada, outros objetos do cinturão de Kuiper, muito parecidos com Plutão, também teriam de ser considerados planetas. Descoberto em 2005, o objeto transnetuniano denominado Éris era um desses casos. Com massa maior que a de Plutão, chegou a ser anunciado como um novo planeta — até que a resolução da IAU barrou sua entrada no clube planetário, expulsou Plutão da turma e reduziu seus membros a oito.

        Marcos Pivetta. Na órbita do Planeta 9. In: Revista Pesquisa FAPESP, n.º 351, maio/2025. Internet: (com adaptações).

Considerando a organização do texto anterior, seus aspectos linguísticos e as informações nele veiculadas, julgue o item a seguir.No segundo período do segundo parágrafo, depreende-se do emprego do artigo “O” que o vocábulo “então” está empregado como substantivo.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise do item — "então" como substantivo?

ERRADO. A afirmação de que o vocábulo "então" está empregado como substantivo no segundo período do segundo parágrafo é falsa.

No trecho:

"O então ainda considerado nono planeta, o caçulinha da turma, descoberto apenas em 1930, não."

A palavra "então" funciona como advérbio (com sentido de "naquele tempo", "na ocasião"), modificando o particípio "considerado". O artigo "O" não se refere a "então", mas sim ao núcleo do sujeito "planeta" (que está implícito na expressão "nono planeta"). A estrutura é: [Artigo "O"] + [advérbio "então"] + [advérbio "ainda"] + [particípio "considerado"] + [núcleo "nono planeta"]. Não há substantivação de "então".

PEGA ESSA DICA!

Para que uma palavra de outra classe seja substantivada, é necessário que o artigo a anteponha e que ela exerça função de núcleo do sintagma nominal. Aqui, "então" não é núcleo; o núcleo é "planeta".

Conclusão: O item está ERRADO, pois confunde a classe gramatical de "então" (advérbio) com a possibilidade de substantivação, que não ocorre no contexto.

Gabarito: E – Errado.

Link permanente: /questoes/ce224273