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Questão de Raciocínio Lógico — Raciocínio Analítico — CESPE / CEBRASPE 2025

Raciocínio LógicoRaciocínio Analítico
Código
ce224448
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRF - 6ª REGIÃO
Ano
2025
Nível
Superior
Considerando o diálogo hipotético precedente, julgue o seguinte item, relativo a raciocínio analítico e argumentação.A fala de João é um exemplo de falácia de apelo à consequência.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

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Raciocínio Analítico – Falácias Informais

Gabarito: Certo. A fala de João constitui exemplo de falácia de apelo à consequência (argumentum ad consequentiam). Ele defende a priorização do setor jurídico baseando-se exclusivamente nas consequências negativas da falta de recursos para esse setor (prejuízo à eficiência e qualidade das decisões), sem apresentar critérios objetivos ou evidências que justifiquem a conclusão.

A falácia de apelo à consequência ocorre quando se tenta validar uma proposição (ou, como no caso, uma recomendação) apelando para as consequências desejáveis ou indesejáveis de sua aceitação ou rejeição, em vez de fornecer razões lógicas ou evidências. No diálogo, João afirma que sem recursos adequados o setor jurídico não garantirá eficiência e qualidade, e por isso deve ser priorizado. O raciocínio subjacente é: “Se não priorizarmos o setor jurídico, as decisões judiciais serão ruins (consequência indesejável); logo, devemos priorizá-lo.” A conclusão é extraída unicamente da previsão de uma consequência negativa, sem demonstração de que essa priorização seja a medida mais adequada ou que os demais setores sejam menos importantes. Trata-se, portanto, de um argumento falacioso.

Detalhamento: A fala de João pode ser decomposta em:

  • Premissa implícita: Priorizar o setor jurídico evita consequências ruins (ineficiência e baixa qualidade das decisões).

  • Conclusão: Logo, o setor jurídico deve receber a maior parte dos recursos.

Esse padrão caracteriza a falácia de apelo à consequência, pois a conclusão se baseia apenas na atratividade ou repulsa das consequências, não em fatos ou lógica.

Maria, ao contra-argumentar, aponta justamente a falta de dados e critérios objetivos, reforçando que a decisão não deve ser tomada com base em apelos emocionais ou consequências temidas, mas em análise racional.

CERTO. A fala de João é mesmo um exemplo de falácia de apelo à consequência.

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