Questão de Raciocínio Lógico — Raciocínio Analítico — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce224449
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TRF - 6ª REGIÃO
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. A conclusão de João não é logicamente válida. Para que um argumento seja válido, a conclusão deve ser consequência necessária das premissas. João parte da premissa de que o setor jurídico é importante e lida com decisões judiciais, e conclui que deve receber a maior parte dos recursos. Essa conclusão não decorre logicamente da premissa, pois ignora que outros setores também são essenciais para o funcionamento do tribunal. O argumento é um exemplo de falácia de generalização apressada ou apelo à importância, e não de validade dedutiva.
O item afirma que a conclusão é válida "pois enfatiza a importância do setor jurídico" – isso confunde a força persuasiva de uma afirmação com a validade lógica. A validade independe do conteúdo: mesmo que o setor jurídico seja importantíssimo, a estrutura do argumento não garante que a conclusão siga das premissas.
Premissa (P) | Conclusão (C) | Validade (P → C) |
|---|---|---|
O setor jurídico é importante e lida com decisões judiciais | O setor jurídico deve receber a maior parte dos recursos | F |
V | F | F |
V | V | V |
Em provas de raciocínio analítico, não confunda um argumento convincente ou verdadeiro com um argumento válido. A validade é uma propriedade formal: se as premissas forem verdadeiras, a conclusão necessariamente será. No caso de João, as premissas poderiam ser verdadeiras e a conclusão ainda assim ser falsa (ex.: o tribunal pode funcionar melhor distribuindo recursos de forma equilibrada).
✅ Conclusão: ERRADO.
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