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Questão de Raciocínio Lógico — Raciocínio Analítico — CESPE / CEBRASPE 2025

Raciocínio LógicoRaciocínio Analítico
Código
ce224453
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TRF - 6ª REGIÃO
Ano
2025
Nível
Superior
Considerando as características do raciocínio analítico e a estrutura da argumentação, julgue o item que se segue.No diálogo a seguir, a fala de B se constrói com base em um raciocínio apelativo.“A: — Todo mundo está tomando esse remédio. Será que, se eu tomá-lo, ele vai me fazer mal?B: — Não existe nada dizendo que esse remédio faz mal às pessoas, traz efeitos colaterais ou indesejados e outras coisas. Nunca ouvi ninguém comentando que passou mal depois de usar esse medicamento. Nem existem estudos que mostrem que ele pode fazer mal. Sendo assim, esse medicamento faz bem à saúde. Sabe aquele ditado popular? O que não mata, engorda! É esse remédio. Tome sem medo!”
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

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Raciocínio Analítico – Argumentos Apelativos

CERTO. A fala de B se constrói com base em um raciocínio apelativo, pois emprega o argumentum ad ignorantiam (apelo à ignorância) e o argumentum ad populum (apelo à popularidade) para justificar a conclusão de que o remédio faz bem à saúde. O gabarito oficial é Certo.

A questão testa a capacidade de identificar falácias argumentativas. No diálogo, B utiliza uma cadeia de raciocínio que parte da ausência de evidências contrárias para afirmar a segurança do medicamento:

“Não existe nada dizendo que esse remédio faz mal às pessoas, traz efeitos colaterais ou indesejados e outras coisas. Nunca ouvi ninguém comentando que passou mal depois de usar esse medicamento. Nem existem estudos que mostrem que ele pode fazer mal. Sendo assim, esse medicamento faz bem à saúde.”

Esse padrão é o clássico argumento de ignorância (ad ignorantiam): a falta de prova de que algo é falso é tomada como prova de que é verdadeiro. Além disso, ao início do diálogo, A menciona que “Todo mundo está tomando esse remédio”, e B não refuta essa premissa, mas a reforça implicitamente ao recorrer ao “ditado popular” e à ausência de relatos negativos, configurando também um apelo à popularidade (ad populum).

O termo “raciocínio apelativo” abrange esses vícios argumentativos – ou seja, argumentos que apelam para emoções, crenças populares ou crenças do senso comum em vez de evidências lógicas ou científicas. A fala de B se encaixa perfeitamente nessa definição.

Caso

Atribuição

Resultado

1

A usa "todo mundo está tomando" (apelo à popularidade)

Premissa apelativa

2

B usa "não existe nada dizendo que faz mal" (apelo à ignorância)

Premissa apelativa

3

B conclui "faz bem à saúde" baseado na ausência de evidência negativa

Falácia ad ignorantiam

4

B reforça com ditado popular "o que não mata, engorda"

Apelo ao senso comum

5

Conclusão geral: raciocínio apelativo

Consistente com a definição

NÃO CAIA NESSA!

O candidato pode achar que o raciocínio de B é indutivo ou baseado em experiência, mas o erro está em usar a ausência de evidência negativa como evidência positiva – uma falácia clássica de apelo à ignorância. Atenção: a banca explora justamente esse tipo de distinção entre raciocínio válido e falacioso.

CERTO – A afirmação está correta: a fala de B é um exemplo de raciocínio apelativo (falacioso).

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