Questão de Raciocínio Lógico — Raciocínio Analítico — CESPE / CEBRASPE 2025
- Código
- ce224453
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TRF - 6ª REGIÃO
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
✅ CERTO. A fala de B se constrói com base em um raciocínio apelativo, pois emprega o argumentum ad ignorantiam (apelo à ignorância) e o argumentum ad populum (apelo à popularidade) para justificar a conclusão de que o remédio faz bem à saúde. O gabarito oficial é Certo.
A questão testa a capacidade de identificar falácias argumentativas. No diálogo, B utiliza uma cadeia de raciocínio que parte da ausência de evidências contrárias para afirmar a segurança do medicamento:
“Não existe nada dizendo que esse remédio faz mal às pessoas, traz efeitos colaterais ou indesejados e outras coisas. Nunca ouvi ninguém comentando que passou mal depois de usar esse medicamento. Nem existem estudos que mostrem que ele pode fazer mal. Sendo assim, esse medicamento faz bem à saúde.”
Esse padrão é o clássico argumento de ignorância (ad ignorantiam): a falta de prova de que algo é falso é tomada como prova de que é verdadeiro. Além disso, ao início do diálogo, A menciona que “Todo mundo está tomando esse remédio”, e B não refuta essa premissa, mas a reforça implicitamente ao recorrer ao “ditado popular” e à ausência de relatos negativos, configurando também um apelo à popularidade (ad populum).
O termo “raciocínio apelativo” abrange esses vícios argumentativos – ou seja, argumentos que apelam para emoções, crenças populares ou crenças do senso comum em vez de evidências lógicas ou científicas. A fala de B se encaixa perfeitamente nessa definição.
Caso | Atribuição | Resultado |
|---|---|---|
1 | A usa "todo mundo está tomando" (apelo à popularidade) | Premissa apelativa |
2 | B usa "não existe nada dizendo que faz mal" (apelo à ignorância) | Premissa apelativa |
3 | B conclui "faz bem à saúde" baseado na ausência de evidência negativa | Falácia ad ignorantiam |
4 | B reforça com ditado popular "o que não mata, engorda" | Apelo ao senso comum |
5 | Conclusão geral: raciocínio apelativo | Consistente com a definição |
O candidato pode achar que o raciocínio de B é indutivo ou baseado em experiência, mas o erro está em usar a ausência de evidência negativa como evidência positiva – uma falácia clássica de apelo à ignorância. Atenção: a banca explora justamente esse tipo de distinção entre raciocínio válido e falacioso.
✅ CERTO – A afirmação está correta: a fala de B é um exemplo de raciocínio apelativo (falacioso).
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