Armazenamento temporário de corpo em desastre
Gabarito: letra B. Em situações de desastre com múltiplas vítimas e IML sobrecarregado, o método mais adequado para preservar evidências biológicas em corpos em decomposição é a utilização de câmara refrigerada a até 4 °C, pois o frio retarda a ação bacteriana e enzimática, reduzindo a putrefação. A opção B é a única que controla a temperatura e monitora a umidade, condições essenciais para evitar deterioração adicional e perda de vestígios.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Envolver o corpo em lonas absorventes e posicioná-lo em área sombreada externa não oferece controle de temperatura. O sombreamento apenas reduz a incidência solar direta, mas não impede o aquecimento ambiental, que acelera a decomposição. Além disso, a exposição a insetos e umidade pode contaminar ainda mais as amostras.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A câmara refrigerada a até 4 °C, com identificação e monitoramento de umidade, é o padrão técnico para preservação temporária de corpos. A temperatura baixa inibe o metabolismo microbiano e enzimático, retardando a putrefação sem congelar (o que danificaria tecidos). O monitoramento de umidade evita ressecamento ou condensação excessiva, ambos prejudiciais à integridade das evidências.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Armazenar o corpo em contêineres de madeira vazados com exposição ao ar ambiente não reduz a temperatura interna do corpo. Pelo contrário, a ventilação natural não é suficiente para impedir a ação de microrganismos e atrair vetores (insetos, roedores), comprometendo a cadeia de custódia e a qualidade dos vestígios.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Colocar o corpo em sacos plásticos selados em temperatura ambiente acelera a putrefação. O ambiente anaeróbico favorece bactérias que produzem gases, causando distensão e rompimento de tecidos, além de concentrar calor metabólico. Sacos plásticos são adequados para transporte de curta duração, mas não para armazenamento prolongado sem refrigeração.
Gabarito: letra B.