Questão de Inglês — Ensino da Língua Estrangeira Inglesa — CESPE / CEBRASPE 2026
Inglês›Ensino da Língua Estrangeira Inglesa
Código
ce226986
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEDUC-PI
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor da Educação Básica - Disciplina: Inglês
Para um ensino de língua inglesa que contemple as relações entre língua, cultura e sociedade, o professor deve
Apriorizar o ensino da norma padrão da língua inglesa e das variedades de maior prestígio cultural.
Breconhecer que usos linguísticos refletem valores culturais e relações sociais, aplicando esse reconhecimento em sua prática pedagógica.
Corientar os alunos a consumir produtos em língua inglesa considerados cultos.
Dtratar a língua como código formado por paradigmas linguísticos neutros.
Epriorizar aspectos estruturais da sintaxe da língua inglesa, uma vez que eles são muito diferentes dos da língua portuguesa.
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GabaritoB — reconhecer que usos linguísticos refletem valores culturais e relações sociais, aplicando esse reconhecimento em sua prática pedagógica.
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Ensino de língua inglesa: língua, cultura e sociedade
Gabarito: letra B. O ensino de língua inglesa que contempla as relações entre língua, cultura e sociedade exige que o professor reconheça que os usos linguísticos refletem valores culturais e relações sociais, aplicando esse reconhecimento em sua prática pedagógica. Essa perspectiva está alinhada com a visão sociocultural da linguagem, que entende a língua como prática social, e com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que orienta o ensino de língua inglesa como língua franca, valorizando a diversidade cultural e o uso contextualizado.
A questão aborda a concepção de linguagem que fundamenta o ensino de língua estrangeira. A visão de língua como código neutro, composto apenas por estruturas gramaticais, é superada pela perspectiva sociolinguística e sociocultural, que considera a língua como um fenômeno social, dinâmico e heterogêneo. Nessa visão, os usos linguísticos não são neutros: eles carregam marcas de identidade, poder, prestígio e pertencimento. O professor, portanto, deve trabalhar com a diversidade de variedades linguísticas, sem hierarquizá-las, e promover a reflexão sobre como a língua constrói e reflete relações sociais e culturais.
A BNCC, ao tratar do componente curricular de Língua Inglesa, destaca o caráter formativo da língua, que deve propiciar aos estudantes a ampliação de repertórios linguísticos e culturais, o desenvolvimento de uma consciência crítica sobre os usos da língua e a valorização da diversidade. O documento orienta que o ensino de inglês seja pautado pela perspectiva da língua como prática social, e não como mero código a ser decodificado. Nesse sentido, o professor deve reconhecer que a língua é um instrumento de interação social, que reflete e constrói identidades, e que as variedades linguísticas têm valor em si mesmas, sem hierarquia de prestígio.
A alternativa B é a única que expressa essa visão de forma completa e correta: reconhecer que os usos linguísticos refletem valores culturais e relações sociais e aplicar esse reconhecimento na prática pedagógica. As demais alternativas apresentam visões equivocadas ou reducionistas do ensino de língua, como priorizar a norma padrão e variedades de prestígio, orientar o consumo de produtos "cultos", tratar a língua como código neutro ou priorizar aspectos estruturais da sintaxe.
Ensino de língua inglesa
1Visão sociocultural (BNCC)
Língua como prática social
Usos refletem valores e relações
Valoriza a diversidade
Aplicar na prática pedagógica
2Visão estruturalista (superada)
Língua como código neutro
Foco na gramática/sintaxe
Hierarquiza variedades de prestígio
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Priorizar o ensino da norma padrão e das variedades de maior prestígio cultural é uma visão hierarquizante e excludente, que desconsidera a diversidade linguística e cultural. A perspectiva sociocultural valoriza todas as variedades, sem hierarquia de prestígio, e entende que a língua é um fenômeno heterogêneo. A BNCC orienta o ensino de inglês como língua franca, valorizando a diversidade cultural e o uso contextualizado, e não a imposição de uma variedade de prestígio.
Alternativa B — ✅ Correta
Esta alternativa está correta porque reconhece que os usos linguísticos refletem valores culturais e relações sociais, e que o professor deve aplicar esse reconhecimento em sua prática pedagógica. Essa é a visão sociocultural da linguagem, que entende a língua como prática social, e está alinhada com a BNCC, que orienta o ensino de inglês como língua franca, valorizando a diversidade cultural e o uso contextualizado. O professor deve promover a reflexão sobre como a língua constrói e reflete relações sociais e culturais, e não apenas ensinar estruturas gramaticais.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Orientar os alunos a consumir produtos em língua inglesa considerados cultos é uma visão elitista e reducionista, que associa o aprendizado da língua ao consumo de bens culturais de prestígio. A perspectiva sociocultural valoriza a diversidade de manifestações culturais, e não apenas as consideradas "cultas". Além disso, o consumo de produtos culturais não é o objetivo do ensino de língua, mas sim a ampliação de repertórios linguísticos e culturais e o desenvolvimento de uma consciência crítica sobre os usos da língua.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Tratar a língua como código formado por paradigmas linguísticos neutros é uma visão estruturalista e reducionista, que desconsidera o caráter social e cultural da língua. A língua não é neutra: ela carrega marcas de identidade, poder, prestígio e pertencimento. A perspectiva sociocultural entende a língua como prática social, e não como mero código a ser decodificado. Essa visão é superada pela sociolinguística e pela linguística aplicada, que consideram a língua como um fenômeno social, dinâmico e heterogêneo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Priorizar aspectos estruturais da sintaxe da língua inglesa, uma vez que eles são muito diferentes dos da língua portuguesa, é uma visão estruturalista e reducionista, que desconsidera o caráter social e cultural da língua. A diferença entre as línguas não é o foco do ensino, mas sim a ampliação de repertórios linguísticos e culturais e o desenvolvimento de uma consciência crítica sobre os usos da língua. A perspectiva sociocultural entende a língua como prática social, e não como mero código a ser decodificado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a visão estruturalista (língua como código neutro, foco na gramática) e a visão sociocultural (língua como prática social, foco na diversidade e no contexto). O candidato que não domina essa distinção pode ser atraído por alternativas que parecem plausíveis, como a A (priorizar a norma padrão) ou a E (priorizar a sintaxe), mas que na verdade representam visões superadas. Fique atento: a alternativa correta é a que reconhece a relação entre língua, cultura e sociedade, e não a que prioriza aspectos estruturais ou de prestígio.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre ensino de língua estrangeira, lembre-se de que a perspectiva atual, alinhada à BNCC, é a sociocultural: a língua é uma prática social, heterogênea e contextualizada. Elimine alternativas que hierarquizem variedades, que tratem a língua como código neutro ou que priorizem apenas aspectos estruturais. A resposta certa quase sempre envolve reconhecer a diversidade e a relação entre língua, cultura e sociedade.