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Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — CESPE / CEBRASPE 2026

BiologiaEcologia e ciências ambientais
Código
ce227187
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEDUC-SE
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Biologia
Em ecologia energética, o fluxo de energia nos ecossistemas
  1. Aé unidirecional, com redução progressiva da disponibilidade energética a cada transferência trófica em função da dissipação entrópica sob a forma de calor.
  2. Bestabelece ciclos fechados entre produtores, consumidores e decompositores, mantendo a energia em circulação contínua, sem perdas termodinâmicas.
  3. Caumenta gradativamente à medida que se desloca para níveis tróficos superiores, ampliando a eficiência ecológica em predadores de topo.
  4. Dopera de modo totalmente independente da fixação primária realizada por organismos fotoautotróficos ou quimioautotróficos.
  5. Emantém equivalência energética entre todos os níveis tróficos, preservando a mesma magnitude de energia disponível ao longo da teia alimentar.
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GabaritoA — é unidirecional, com redução progressiva da disponibilidade energética a cada transferência trófica em função da dissipação entrópica sob a forma de calor.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fluxo de energia nos ecossistemas

Gabarito: letra A. O fluxo de energia nos ecossistemas é unidirecional e sofre redução progressiva a cada nível trófico, pois parte da energia é dissipada como calor (entropia) — conceito fundamental da termodinâmica aplicado à ecologia. As demais alternativas contrariam esse princípio ao sugerir ciclos fechados, aumento de energia, independência da fixação primária ou equivalência entre níveis.

A energia entra no ecossistema principalmente pela fotossíntese (organismos fotoautotróficos) ou pela quimiossíntese (quimioautotróficos), que a convertem em energia química. A partir daí, ela flui de forma linear: produtores → consumidores primários → consumidores secundários → ... → decompositores. Em cada transferência, grande parte da energia é perdida na forma de calor, devido à respiração e às atividades metabólicas. Isso explica por que as cadeias alimentares raramente ultrapassam 4 ou 5 níveis tróficos: a energia disponível diminui drasticamente.

A eficiência ecológica (transferência de energia entre níveis) é tipicamente baixa, em torno de 10% (regra dos 10%, de Lindeman). Isso significa que, a cada nível, apenas uma fração da energia é incorporada à biomassa; o restante é dissipado. Essa dissipação é uma consequência direta da segunda lei da termodinâmica, que afirma que em qualquer transformação energética há aumento de entropia (desordem) e perda de energia útil.

É essencial distinguir o comportamento da energia do comportamento da matéria: enquanto a energia flui unidirecionalmente e se dissipa, a matéria é reciclada continuamente nos ciclos biogeoquímicos (carbono, nitrogênio, água etc.). Essa diferença é uma das pegadinhas mais comuns em questões de ecologia — a banca tenta confundir o fluxo de energia com a ciclagem de matéria.

1Direção
Unidirecional (linear)
Produtores → consumidores → decompositores
2Perdas a cada nível
Dissipação como calor (entropia)
Respiração e metabolismo
Eficiência ~10% (regra de Lindeman)
3Entrada de energia
Fotossíntese (fotoautotróficos)
Quimiossíntese (quimioautotróficos)
4Consequência
Cadeias curtas (4-5 níveis)
Pirâmide de energia (base larga, topo estreito)
5Contraste com a matéria
Energia: não se recicla
Matéria: ciclos biogeoquímicos
Fluxo de energia nos ecossistemas
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Fluxo de energia nos ecossistemas: Direção (Unidirecional (linear), Produtores → consumidores → decompositores); Perdas a cada nível (Dissipação como calor (entropia), Respiração e metabolismo, Eficiência ~10% (regra de Lindeman)); Entrada de energia (Fotossíntese (fotoautotróficos), Quimiossíntese (quimioautotróficos)); Consequência (Cadeias curtas (4-5 níveis), Pirâmide de energia (base larga, topo estreito)); Contraste com a matéria (Energia: não se recicla, Matéria: ciclos biogeoquímicos)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve com precisão o fluxo de energia: unidirecional, com redução progressiva da energia disponível a cada transferência trófica, devido à dissipação entrópica na forma de calor. Isso está alinhado com a segunda lei da termodinâmica e com o conceito de eficiência ecológica. A energia entra pela fixação primária (fotossíntese/quimiossíntese) e flui em uma única direção, perdendo qualidade e quantidade a cada nível.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a energia estabelece ciclos fechados e mantém circulação contínua sem perdas termodinâmicas. Isso é falso: a energia não é reciclada — ela flui de forma linear e se dissipa como calor. Quem é reciclada é a matéria, nos ciclos biogeoquímicos. A alternativa confunde o fluxo de energia com a ciclagem de matéria, um erro conceitual clássico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que a energia aumenta gradativamente em níveis tróficos superiores, ampliando a eficiência em predadores de topo. É o oposto do que ocorre: a energia diminui a cada nível, pois há perdas por respiração e calor. A eficiência ecológica é baixa (cerca de 10%), e predadores de topo têm a menor quantidade de energia disponível, não a maior.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que o fluxo de energia opera totalmente independente da fixação primária. Isso é falso: a energia entra no ecossistema justamente pela fixação primária, realizada por fotoautotróficos (plantas, algas, cianobactérias) ou quimioautotróficos (bactérias que oxidam compostos inorgânicos). Sem essa etapa, não há energia para os demais níveis tróficos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Sustenta que há equivalência energética entre todos os níveis tróficos, com a mesma magnitude de energia disponível. Isso contraria a realidade: a energia disponível decresce ao longo da teia alimentar, devido às perdas termodinâmicas. Não há equivalência; há uma pirâmide de energia, com base larga (produtores) e topo estreito (consumidores finais).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre fluxo de energia e ciclagem de matéria. Enquanto a matéria é reciclada (ciclos biogeoquímicos), a energia flui de forma unidirecional e se dissipa como calor. Alternativas que mencionam "ciclos fechados", "circulação contínua" ou "equivalência" estão apelando para essa confusão. Lembre-se: energia não se recicla, matéria sim. 💪

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre fluxo de energia, lembre-se da regra dos 10% (eficiência ecológica de Lindeman): a cada nível trófico, apenas cerca de 10% da energia é transferida; o restante é perdido como calor. Isso explica por que as cadeias alimentares são curtas e por que a energia diminui ao longo da teia. Compare sempre com os ciclos biogeoquímicos, onde a matéria é reciclada.

Gabarito: letra A

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