Palácios presidenciais e poder público no Brasil
Gabarito: letra D. A manutenção da residência oficial do Presidente da República (Palácio da Alvorada) é custeada com verbas públicas, pela Presidência da República, conforme a tradição republicana brasileira. As demais alternativas trazem erros históricos ou institucionais.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a redemocratização impôs aluguel ao presidente que optar por residir no Palácio da Alvorada. Não há previsão legal de pagamento de aluguel para residência oficial; trata-se de imóvel público destinado ao Chefe do Executivo, cuja utilização não gera ônus pessoal.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Não há exigência legal de que cônjuges de presidentes custeiem próprias despesas em viagens oficiais. Em geral, as despesas são arcadas pelo Estado quando a viagem é de interesse público, prática comum em diversas democracias, inclusive no Brasil.
Alternativa C — ❌ Incorreta
As origens escravistas dos palácios não foram enfatizadas como elementos de memória e identidade pelos ocupantes. Pelo contrário, a historiografia mostra que o passado escravocrata foi frequentemente silenciado ou minimizado nos discursos oficiais, especialmente no período imperial e na República Velha.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Como residência oficial do Presidente da República, o Palácio da Alvorada é mantido com recursos do orçamento público, por meio da Presidência da República. Despesas com segurança, limpeza, equipe de cozinha e manutenção são custeadas com verbas públicas, prática que se estende a todas as residências oficiais (Palácio do Planalto, Granja do Torto, etc.).
Alternativa E — ❌ Incorreta
A transferência da Quinta da Boa Vista de Elias Antônio Lopes para a família real não se deu por contrato de compra e venda pautado pelos princípios de impessoalidade e moralidade da administração pública. Na verdade, a propriedade foi adquirida pela Coroa portuguesa em 1808 por intermédio de um negócio que refletia as práticas patrimonialistas do Antigo Regime, sem observância dos referidos princípios, que sequer existiam formalmente à época. A constituição do Reino de Portugal no século XVI é uma invenção anacrônica.