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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce227385
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEDUC-SE
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Portuguesa
Nos dois últimos períodos do texto 12A2-I, o uso da flexão verbal na primeira pessoa do plural, em “Convivemos” e “temos de conviver”, indica que
  1. Ao leitor é falante de árabe, inglês e francês.
  2. Bo leitor compartilha as ideias das autoras.
  3. Cas autoras adotam o estilo acadêmico como recurso de autoridade.
  4. Das autoras interpelam o leitor.
  5. Eas autoras se incluem em um coletivo de falantes.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — as autoras se incluem em um coletivo de falantes.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso da primeira pessoa do plural — inclusão do autor no coletivo

Gabarito: letra E. A flexão verbal na primeira pessoa do plural (“Convivemos”, “temos de conviver”) indica que as autoras se incluem em um coletivo de falantes de português, compartilhando a experiência dos empréstimos linguísticos. Como se lê no último parágrafo: “Convivemos perfeitamente bem com palavras [...] do árabe, [...] do francês, [...] do inglês. E mais recentemente temos de conviver também com deletar...”. O “nós” aí é o mesmo da comunidade de falantes brasileiros — as autoras fazem parte dela, não se dirigem exclusivamente ao leitor nem falam apenas de si.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. O texto menciona empréstimos do árabe, francês e inglês, mas em nenhum momento afirma que o leitor fala essas línguas. A conclusão de que o leitor é falante delas é uma invenção sem apoio textual.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: opinião embutida / extrapolação. As autoras não dizem que o leitor compartilha suas ideias. O uso da 1.ª pessoa do plural pode sugerir inclusão, mas o foco está no coletivo de falantes, não na concordância de opiniões. Não há no texto qualquer marca textual que associe “Convivemos” a uma adesão ideológica do leitor.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: tangenciar (fuga ao tema). O texto tem estilo acadêmico, mas o motivo do uso da 1.ª pessoa do plural não é “adotar recurso de autoridade”. Em textos acadêmicos, o “nós” pode ser de modéstia (plural majestático) ou de inclusão. Aqui, o contexto mostra inclusão no grupo dos falantes, não autoridade. A alternativa confunde a função do pronome.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. Interpelar o leitor significa dirigir-se a ele diretamente (como em “você sabe disso”). Os verbos “Convivemos” e “temos de conviver” estão na 1.ª pessoa do plural e não trazem marcas de interpelação (como vocativo, imperativo ou pronome “você”). O texto não interpela; apenas constata uma convivência partilhada.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Justificativa textual: O último período afirma: “Convivemos perfeitamente bem com palavras como álcool e almofada, do árabe, garagem e personagem, do francês, e futebol, do inglês. E mais recentemente temos de conviver também com deletar...”. O “nós” das autoras abrange todos os falantes do português brasileiro, inclusive elas mesmas. Não é um “nós” restrito ao eu-lírico acadêmico, mas um coletivo linguístico. A flexão de 1.ª pessoa do plural cumpre exatamente essa função: incluir o enunciador no grupo a que se refere.

Gabarito: letra E

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