Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2026
Português›Interpretação de Textos
Código
ce227393
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEDUC-SE
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor de Educação Básica - Área de Atuação: Grupo I - Ensino Fundamental e Médio - Disciplina: Língua Portuguesa
A crônica é um gênero textual em que frequentemente é utilizada uma linguagem mais informal, próxima da oralidade. No texto 12A1-I, um exemplo do uso da linguagem informal está presente em
A“Alguns fazem-no de maneira simples e direta” (primeiro período do segundo parágrafo).
B“a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes” (segundo período do segundo parágrafo).
C“há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio” (quarto período do segundo parágrafo).
D“Escrever prosa é uma arte ingrata” (primeiro período do texto).
E“situações que, azar dele, criou porque quis” (segundo período do primeiro parágrafo).
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GabaritoE — “situações que, azar dele, criou porque quis” (segundo período do primeiro parágrafo).
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Identificação da linguagem informal na crônica
Gabarito: letra E. A expressão 'azar dele' (presente em "situações que, azar dele, criou porque quis") é uma marca típica de linguagem informal e coloquial, próxima da oralidade, pois consiste em uma interjeição/eufemismo usado na fala cotidiana para indicar má sorte ou circunstância adversa. O texto de Vinícius de Moraes explora esse recurso para dar leveza e naturalidade à crônica.
"situações que, azar dele, criou porque quis" (2º período do 1º parágrafo)
A passagem é uma interrupção coloquial que simula a fala espontânea do cronista, contrastando com o registro mais padrão do restante do texto.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Alguns fazem-no de maneira simples e direta"
O pronome oblíquo 'no' (fazem-no) é uma construção formal, típica da norma culta. Não há traço de oralidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes"
A comparação é criativa, mas a estrutura 'a estes se lê' é impessoal e formal. 'Mastigar chicletes' é expressão corrente, mas não chega a ser informal; o conjunto se mantém em registro literário.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio"
'Fito' é palavra erudita (sinônimo de 'propósito'), e 'gentio' (povo, multidão) é usada em contexto formal ou literário. Não há coloquialismo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Escrever prosa é uma arte ingrata"
A frase inicial tem tom de máxima, mas é construída com vocabulário padrão e sem marcas de oralidade.
Alternativa E — ✅ Correta
"situações que, azar dele, criou porque quis"
'Azar dele' é uma interjeição coloquial, comum na fala descontraída. O uso de 'porque quis' também simplifica a oração, aproximando-a da oralidade.
NÃO CAIA NESSA!
A banca pode tentar atrair o candidato para a alternativa B (comparação com chicletes), mas o que define informalidade não é a imagem, e sim a estrutura gramatical e lexical. Expressões interjetivas como 'azar dele' são marcadores diretos de oralidade.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar informalidade, procure gírias, interjeições, reduções (pra, tá), repetições e expressões típicas da fala espontânea.