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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — CESPE / CEBRASPE 2020

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
ce374099
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ PA
Ano
2020
Cargo
AJ ( )

Texto CG1A1-I

 

“Família, família/ vive junto todo dia/ nunca perde essa mania” — os versos da canção Família, composta por Arnaldo Antunes e Tony Belotto na década de 80 do século passado, no Brasil, parece que já não traduzem mais a realidade dos arranjos familiares. Observa-se que a solidez dos lugares ocupados por cada uma das pessoas, nos moldes da família nuclear, não se adéqua à realidade social do momento, em que as relações são caracterizadas por sua dinamicidade e pluralidade. De acordo com o médico e psicanalista Jurandir Freire Costa, “família nem é mais um modo de transmissão do patrimônio material; nem de perpetuação de nomes de linhagens; nem da tradição moral ou religiosa; tampouco é a instituição que garante a estabilidade do lugar em que são educadas as crianças”.

 

Então, o que é a família? Como defini-la, considerando-se que uma de suas marcas na pós-modernidade é justamente a falta de definição? Para a cientista social e política Elizabete Dória Bilac, a variabilidade histórica da instituição família desafia qualquer conceito geral de família.

 

A centralidade assumida pelos interesses individuais no mundo contemporâneo é um dos aspectos que influenciam a singularidade de cada família e distinguem os propósitos que justificam a escolha de duas pessoas ou mais viverem juntas, compartilhando regras, necessidades e obrigações. Se não é fácil definir a família, é legítimo o esforço de tentar decifrar quem é o homem pós-moderno e quais as necessidades emergentes que o impulsionam ao encontro com o outro, seja no espaço social, seja no interior da família, produzindo significados e razões que o lançam na busca de realização.

 

Segundo o filósofo francês Dany-Robert Dufour, a pós-modernidade produz um sujeito não engendrado, o que significa um sujeito que se vê na posição de não dever mais nada à geração precedente. Trata-se de uma condição que comporta riscos, pois, segundo Dufour, desaparece o motivo geracional. No que tange à família, a consequência é o surgimento de relações pautadas em trocas reais e carentes de valores simbólicos que se contraponham à lógica do consumo. Assim, assiste-se a uma ruptura na ordem da transmissão, o que gera indivíduos desprovidos de identidade sólida, condição esta que acarreta a redução de sua capacidade crítica e dificulta o estabelecimento de compromisso com a causa que lhe precede.

 

Fernanda Simplício Cardoso e Leila Maria Torraca de Brito. Reflexões sobre a paternidade

na pós-modernidade. Internet:<www.newpsi.bvs-psi.org.br> (com adaptações).

 

Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do texto CG1A1-I:

 

“Trata-se de uma condição que comporta riscos, pois, segundo Dufour, desaparece o motivo geracional.”.

 

Assinale a opção em que a proposta de reescrita apresentada mantém os sentidos originais e a correção gramatical do texto.

  1. AIsso se trata de uma condição que comporta riscos, pois, segundo Dufour, desaparece o motivo geracional.
  2. BSegundo Dufour, trata-se de uma condição que comporta riscos, pois desaparece o motivo geracional.
  3. CTrata-se de uma condição que comporta riscos pois, segundo Dufour, desaparece o motivo geracional.
  4. DTrata-se de uma condição que comporta riscos, visto que o motivo geracional, segundo Dufour, desaparece.
  5. ESe trata de uma condição que redunda em riscos, pois, segundo Dufour, o motivo geracional desaparece.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Trata-se de uma condição que comporta riscos, visto que o motivo geracional, segundo Dufour, desaparece.

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