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Questão de Biologia — Aquicultura e Pesca — CESPE / CEBRASPE 2024

BiologiaAquicultura e Pesca
Código
ce398837
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CODEVASF
Ano
2024
Cargo
AnDR ( )
Acerca de processamento e aproveitamento de resíduos da pesca e da aquicultura na indústria do pescado, julgue o item a seguinte.   A baixa quantidade de lipídios nos resíduos de pescado inviabiliza a sua utilização para a produção de biodiesel.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Aproveitamento de resíduos da pesca para biodiesel

Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmação está incorreta porque os resíduos de pescado, como vísceras, cabeças e espinhas, são ricos em lipídios (óleos e gorduras), e essa gordura é justamente a matéria-prima utilizada na produção de biodiesel. A baixa quantidade de lipídios não é uma característica desses resíduos; pelo contrário, eles são uma fonte promissora e economicamente viável para a obtenção de óleo, o que torna a premissa da questão falsa.

O biodiesel é um biocombustível produzido a partir de óleos vegetais, gorduras animais ou óleos residuais, por meio de um processo químico chamado transesterificação. Nesse processo, os triglicerídeos (moléculas de gordura) reagem com um álcool (geralmente metanol ou etanol) na presença de um catalisador, produzindo ésteres metílicos ou etílicos (o biodiesel) e glicerina (subproduto). Portanto, a matéria-prima essencial para a produção de biodiesel é justamente o teor de lipídios.

Os resíduos do processamento de pescado — que incluem cabeças, vísceras, pele, espinhas e aparas — são ricos em óleo, especialmente as vísceras e os peixes de águas frias, que acumulam gordura como reserva energética. Estudos e práticas industriais demonstram que esses resíduos podem conter de 10% a 30% de lipídios, dependendo da espécie e da época do ano. Essa gordura, quando extraída, pode ser convertida em biodiesel com qualidade comparável à dos óleos vegetais. Além disso, o aproveitamento desses resíduos para biodiesel tem um duplo benefício ambiental: reduz o descarte inadequado de matéria orgânica (que causa poluição) e gera um combustível renovável, agregando valor a um subproduto que muitas vezes é desperdiçado.

A pegadinha da questão está em inverter a realidade: a banca afirma que a baixa quantidade de lipídios inviabiliza o uso, mas o correto é que a quantidade de lipídios nos resíduos de pescado é suficiente e até vantajosa para a produção de biodiesel. O candidato que não conhece a composição dos resíduos pode ser induzido a concordar com a afirmação, mas o conhecimento técnico mostra exatamente o oposto. Portanto, a assertiva é ERRADA.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte o fato: em vez de dizer que os resíduos são ricos em lipídios (o que é verdade), afirma que são pobres. Essa inversão é clássica em questões de aproveitamento de resíduos — o candidato que não domina a composição dos subprodutos da pesca tende a aceitar a premissa falsa. Lembre-se: vísceras e cabeças de peixe são fontes de óleo, não de escassez.

  1. 1Resíduos ricos em lipídios
  2. 2Extração do óleo
  3. 3Transesterificação
  4. 4Biodiesel + glicerina
LEVEL · soulevel.com.br

Item — ❌ ERRADO

A afirmação está errada porque os resíduos de pescado apresentam, em geral, teor lipídico relevante, e não baixo. A produção de biodiesel a partir desses resíduos é uma alternativa estudada e aplicada, justamente por aproveitar a gordura presente em cabeças, vísceras e outros subprodutos. A premissa de que a baixa quantidade de lipídios inviabiliza o uso é falsa, pois a quantidade é suficiente para viabilizar o processo, além de representar uma solução sustentável para o descarte de resíduos da indústria pesqueira.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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