Questão de Engenharia de Software — Geral — CESPE / CEBRASPE 2025
Engenharia de Software›Geral
Código
ce417818
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
EMBRAPA
Ano
2025
Cargo
Ana ( )
A respeito de metodologias ágeis, julgue o item a seguir.
A utilização do planning poker na precificação de uma atividade tem como objetivo obter a maioria dos votos em uma mesma escala de dificuldade de implementação.
CCerto
EErrado
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GabaritoE — Errado
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Planning Poker: estimativa por consenso, não por maioria
Gabarito: Errado (E). O Planning Poker é uma técnica de estimativa colaborativa cujo objetivo é alcançar o consenso da equipe sobre o esforço de uma atividade — e não "obter a maioria dos votos em uma mesma escala de dificuldade", como afirma o enunciado. A essência da técnica é a discussão e o alinhamento de entendimentos, não a votação majoritária.
O Planning Poker, também chamado de Poker de Planejamento, é uma técnica amplamente utilizada em metodologias ágeis (especialmente no Scrum) para estimar o esforço, a complexidade ou o tamanho relativo de tarefas e histórias de usuário. A dinâmica funciona assim: cada membro da equipe recebe um baralho com cartas que seguem, tipicamente, a sequência de Fibonacci (0, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34...) ou uma variação dela. Para cada item a ser estimado, os participantes escolhem, individualmente, a carta que representa sua estimativa e a revelam simultaneamente. Se houver divergência, os valores extremos (maior e menor) são discutidos — quem votou neles explica seu raciocínio — e uma nova rodada de votação acontece. O processo se repete até que a equipe chegue a um consenso.
O ponto central que diferencia o Planning Poker de uma simples votação é justamente a busca pelo consenso por meio da discussão. A técnica não privilegia a opinião da maioria nem do "jogador vencedor"; ela valoriza a troca de perspectivas para que todos compreendam a tarefa da mesma forma e concordem com a estimativa final. É uma ferramenta de estimativa relativa — as unidades (story points) representam esforço comparativo entre as tarefas, não tempo absoluto. Essa abordagem reduz o viés de opiniões individuais e promove o comprometimento da equipe com o resultado.
A banca explora aqui uma confusão conceitual comum: a ideia de que o Planning Poker é um mecanismo de votação para decidir por maioria. Na prática, a técnica é um instrumento de consenso e colaboração, em que a discussão é tão importante quanto o voto em si. O erro do enunciado está em reduzir o objetivo da técnica a "obter a maioria dos votos", quando, na verdade, o objetivo é alinhar o entendimento da equipe e chegar a uma estimativa acordada por todos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o mecanismo central do Planning Poker: apresenta a "maioria dos votos" como objetivo, quando o real objetivo é o consenso por meio da discussão. O candidato que conhece apenas superficialmente a técnica pode cair na armadilha de achar que se trata de uma votação comum. Lembre-se: no Planning Poker, a divergência é o ponto de partida para o diálogo, não um obstáculo a ser superado por votação.
1Equipe recebe cartas (Fibonacci)
2Estimativa individual e revelação
3Divergência? Discute extremos
4Nova rodada até consenso
LEVEL · soulevel.com.br
Item — ❌ Errado
A afirmação está incorreta porque o objetivo do Planning Poker não é "obter a maioria dos votos em uma mesma escala de dificuldade", mas sim alcançar o consenso da equipe sobre a estimativa de esforço de uma atividade. A técnica se baseia na discussão colaborativa: após a revelação das cartas, os valores divergentes são debatidos e novas rodadas de votação ocorrem até que todos concordem com uma estimativa comum. A "maioria" não é o critério de decisão — o consenso é. Além disso, a escala de dificuldade (geralmente a sequência de Fibonacci) é uma ferramenta para representar a complexidade de forma não linear, e não um objetivo em si.