Questão de Engenharia de Software — Geral — CESPE / CEBRASPE 2025
Engenharia de Software›Geral
Código
ce417858
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
FUB
Ano
2025
Cargo
Tec ( )
Uma fundação está atualizando seu sistema de gestão de bibliotecas (SisBib) com a inclusão de uma nova funcionalidade para reserva online de livros e remoção da tela de renovação manual.
Tendo como referência a situação hipotética apresentada, julgue o item a seguir.
De acordo com os critérios definidos pelo IFPUG para contagem de pontos de função, para se transformar a contagem de melhoria em contagem de aplicação (baseline), é necessário contar todo o sistema após as mudanças, ignorando-se a origem das funcionalidades (novas, alteradas ou existentes).
CCerto
EErrado
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — Certo
Esta resolução diverge do gabarito oficial. A banca deu Certo; a resolução abaixo sustenta o contrário e explica por quê — ela não foi reescrita para concordar. Acontece nos dois sentidos: há gabarito que cai em recurso e há resolução que erra. Confira na fonte antes de fixar o entendimento.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Análise de Pontos de Função: contagem de melhoria × contagem de aplicação
Gabarito: Errado (E). A afirmativa está incorreta porque, segundo o IFPUG, para transformar a contagem de melhoria em contagem de aplicação (baseline), não se conta todo o sistema após as mudanças ignorando a origem das funcionalidades; ao contrário, a contagem de aplicação é obtida somando-se a contagem de melhoria à contagem de aplicação anterior, considerando-se as funcionalidades novas, alteradas e excluídas. A regra está no Manual de Práticas de Contagem do IFPUG (CPM), que define os tipos de contagem: desenvolvimento, melhoria e aplicação.
A Análise de Pontos de Função (APF) é uma técnica de medição do tamanho funcional do software, baseada na visão do usuário e independente da tecnologia utilizada. O IFPUG (International Function Point Users Group) define três tipos de contagem: contagem de desenvolvimento (projeto novo), contagem de melhoria (projeto de manutenção evolutiva, corretiva ou preventiva) e contagem de aplicação (baseline, que representa o tamanho funcional atual da aplicação).
A contagem de melhoria mede o impacto de um projeto de manutenção, considerando apenas as funcionalidades adicionadas, alteradas e excluídas em relação à baseline anterior. Já a contagem de aplicação (baseline) é o tamanho funcional total da aplicação após a implementação das mudanças. A forma de obter a nova baseline é somar a contagem de melhoria à contagem de aplicação anterior, não refazer a contagem completa do sistema ignorando a origem das funcionalidades.
A pegadinha da banca está em inverter o método: a afirmativa sugere que, para atualizar a baseline, seria necessário contar todo o sistema do zero, desconsiderando a contagem anterior. Isso contraria o princípio da APF, que busca minimizar o esforço de medição e aproveitar as contagens já realizadas. A contagem de melhoria é projetada exatamente para capturar o delta (mudanças) e, a partir dele, atualizar a baseline de forma incremental.
Na prática, imagine que a aplicação SisBib tinha uma baseline de 500 PF. Após a inclusão da reserva online (nova funcionalidade) e a remoção da renovação manual (funcionalidade excluída), a contagem de melhoria identificaria, por exemplo, 20 PF adicionados e 10 PF excluídos. A nova baseline seria 500 + 20 - 10 = 510 PF, sem precisar recontar todas as funcionalidades existentes que não foram alteradas.
Guarde a distinção central: contagem de melhoria mede o impacto das mudanças; contagem de aplicação é o tamanho total atualizado. A banca explora exatamente essa confusão, tentando fazer o candidato acreditar que a baseline exige uma recontagem completa, quando na verdade ela é derivada da contagem anterior somada à melhoria.
1Baseline anterior
2Contagem de melhoria (delta)
3Nova baseline = anterior + melhoria
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Item — ❌ Errado
A afirmativa está errada porque o IFPUG não determina que, para transformar a contagem de melhoria em contagem de aplicação, seja necessário contar todo o sistema após as mudanças, ignorando a origem das funcionalidades. O procedimento correto é:
Contagem de aplicação anterior (baseline): representa o tamanho funcional da aplicação antes das mudanças.
Contagem de melhoria: mede apenas as funcionalidades adicionadas, alteradas e excluídas pelo projeto de manutenção.
Nova contagem de aplicação: é obtida pela fórmula: baseline anterior + (funcionalidades adicionadas) - (funcionalidades excluídas), considerando também as alterações que podem modificar a complexidade das funções existentes.
O erro específico está em "ignorando-se a origem das funcionalidades (novas, alteradas ou existentes)". Na verdade, a contagem de melhoria depende dessa origem: ela só considera as funções que foram adicionadas, alteradas ou excluídas. As funções existentes que não sofreram mudanças não são recontadas, pois já estão na baseline anterior.
NÃO CAIA NESSA!
Para questões de APF, lembre-se da fórmula: Nova baseline = Baseline anterior + Melhoria. A melhoria é composta por funções adicionadas (soma), alteradas (recontadas com nova complexidade) e excluídas (subtraídas). Nunca caia na armadilha de achar que é preciso recontar tudo do zero — isso contraria o princípio de eficiência da técnica.