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Questão de Engenharia de Software — Geral — CESPE / CEBRASPE 2025

Engenharia de SoftwareGeral
Código
ce417860
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
FUB
Ano
2025
Cargo
Tec ( )

Com base no roteiro de métrica de software do SISP versão 2.3, julgue o item a seguir.

 

Na migração de banco de dados hierárquico para banco de dados relacional, em sistemas sem documentação, a contagem de pontos de função deve ser tratada como um novo projeto de desenvolvimento.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise de Pontos de Função: contagem em migração de banco de dados

Gabarito: Certo (C). Segundo o roteiro de métrica de software do SISP versão 2.3, na migração de banco de dados hierárquico para relacional, em sistemas sem documentação, a contagem de pontos de função deve ser tratada como um novo projeto de desenvolvimento. A lógica é que, sem documentação, não é possível identificar as funcionalidades existentes para aplicar as regras de contagem de projetos de melhoria ou de aplicação; a única forma de medir o tamanho funcional é considerar que o sistema será construído do zero, ou seja, como um projeto de desenvolvimento.

A análise de pontos de função (APF) é uma técnica de medição do tamanho funcional do software, baseada na visão do usuário, independente da tecnologia utilizada. Ela pode ser aplicada em três tipos de contagem: projeto de desenvolvimento, projeto de melhoria e aplicação. A contagem de desenvolvimento mede o tamanho das funcionalidades entregues na construção inicial do sistema; a de melhoria mede as funcionalidades adicionadas, alteradas ou excluídas em uma manutenção evolutiva; e a de aplicação mede o tamanho do sistema já em produção, servindo como base para futuras melhorias.

A regra geral é que, para contar pontos de função, é necessário conhecer as funcionalidades do sistema, o que normalmente é obtido por meio da documentação (especificações, manuais, modelos de dados). Quando o sistema não possui documentação, a identificação das funções fica comprometida. No caso específico de migração de banco de dados hierárquico para relacional, a mudança de paradigma altera a forma como os dados são organizados e acessados, o que pode impactar as funcionalidades percebidas pelo usuário. Sem documentação, não há como distinguir o que é funcionalidade nova, alterada ou excluída — a base da contagem de melhoria. Por isso, o roteiro do SISP determina que, nessa situação, a contagem seja tratada como um novo projeto de desenvolvimento, pois é a única forma de obter uma medição confiável.

Na prática, imagine um sistema legado em banco hierárquico (como IMS) que será migrado para um banco relacional (como Oracle). Se não houver documentação, a equipe não consegue mapear as funções existentes para comparar com as novas. A solução é tratar a migração como se fosse a construção de um sistema novo: identificar as funcionalidades a partir do que o sistema faz (mesmo que por análise reversa) e contar como desenvolvimento. Isso garante que o tamanho funcional seja medido de forma consistente, servindo de base para estimativas de esforço, custo e prazo.

A pegadinha da banca está em confundir a contagem de migração com a contagem de melhoria ou de aplicação. Muitos candidatos podem pensar que, por ser uma migração, seria uma melhoria (alteração de funcionalidades) ou uma contagem de aplicação (sistema já existente). No entanto, a ausência de documentação inviabiliza a aplicação das regras de melhoria, que exigem identificar o que foi adicionado, alterado ou excluído. A regra do SISP é clara: sem documentação, trata-se como novo desenvolvimento.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os tipos de contagem de pontos de função. O candidato pode achar que migração de banco de dados é sempre uma melhoria, mas a ausência de documentação muda o enquadramento: sem documentação, não há como comparar funcionalidades antigas e novas, então a contagem deve ser de desenvolvimento. Lembre-se: a APF depende da identificação das funções, e sem documentação a única forma de medir é tratar como projeto novo.

  1. 1Projeto de desenvolvimento
  2. 2Projeto de melhoria
  3. 3Aplicação
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Item — ✅ CERTO

A afirmativa está correta. O roteiro de métrica de software do SISP versão 2.3 estabelece que, na migração de banco de dados hierárquico para relacional, em sistemas sem documentação, a contagem de pontos de função deve ser tratada como um novo projeto de desenvolvimento. Isso ocorre porque a contagem de melhoria exige conhecer as funcionalidades antes e depois da mudança, o que é impossível sem documentação. A contagem de desenvolvimento, por sua vez, mede o tamanho das funcionalidades entregues, independentemente de o sistema ser novo ou de ser uma migração sem documentação.

Gabarito: Certo (C).

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